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Opinião

Tanto Sporting, quanto orgulho

Por Juvenal Carvalho
07 Out, 2021

Na semana em que o Sporting Clube de Portugal chegou à quadragésima primeira conquista europeia do seu historial

Na semana em que o Sporting Clube de Portugal chegou à quadragésima primeira conquista europeia do seu historial, esta com a motivação suplementar de ter chegado através do desporto adaptado, com a equipa feminina de goalball a sagrar-se vencedora da Champions League, num clube - o nosso - que além do Esforço, Dedicação, Devoção e Glória do nosso lema, também tem a inclusão social como bandeira, sendo mesmo incomparável aos demais neste apostar no desporto adaptado, e também aí fazer a diferença pela positiva, e que tanto nos enche de orgulho.

Orgulho é também a expressão para o que sentimos no passado domingo, na longínqua Lituânia, quando Portugal se sagrou Campeão do Mundo de futsal. Claro que não chamo as vitórias do nosso país, atribuindo-as ao nosso clube, mas que é impossível dissociar as mesmas, isso parece-me inequívoco.

Foram sete os Leões que representaram Portugal. Tomás Paçó, João Matos, Zicky Té, Erick Mendonça, Pauleta, Miguel Ângelo e Pany Varela, com a cereja no topo do bolo a passar pelo facto dos quatro primeiros desta lista serem da "cantera", produtos "made in Sporting".

Nada é por acaso, até porque o Sporting Clube de Portugal, como em tanta e tanta coisa tem sido o pioneiro, também no futsal o mesmo tem que ser dito, por ser verdadeiro.

A esta lista, poderia ainda acrescentar o nome de Cardinal, que infelizmente uma grave lesão sofrida ainda na época passada o impediu de ser Campeão do Mundo, e logo ele, que tanto merecia estar neste épico levantar da taça, a mais importante à escala planetária.

Neste êxito, em que já destaquei os nossos atletas, quero também ressalvar os restantes jogadores, que tão brilhantemente representaram o nosso país, independentemente do clube que representam, até porque quando envolve a selecção das quinas isso passa ao lado. Na minha qualidade de desportista, e pese o jogador nunca ter representado o nosso Clube, jamais deixarei de me recordar das lágrimas do "mágico" Ricardinho aquando do hino de Portugal antes do jogo. Um momento épico de alguém que tantos e tantos jogos fez pelo nosso País e que o sente como poucos. Para recordar, e que deve servir de exemplo para os mais jovens, sobretudo para os que agora estarão a iniciar a sua carreira.

Foi assim mais uma semana em que o nosso Clube honrou os seus fundadores. Onde estiverem estarão garbosos e com tanto orgulho do momento vivido pelo Leão rampante, onde ganhar é recorrente não só no plano nacional como internacional.

Ser do Sporting CP é isto. Não se explica...sente-se!

41 e outros números

Por Pedro Almeida Cabral
07 Out, 2021

Foi no passado fim-de-semana que o Sporting Clube de Portugal conquistou o seu 41.º título europeu

41. Foi no passado fim-de-semana que o Sporting Clube de Portugal conquistou o seu 41.º título europeu. As Leoas da equipa feminina de goalball sagraram-se Bicampeãs da Europa, renovando o título conquistado há dois anos. São mais de quatro dezenas de títulos continentais ganhos pelo Clube. O primeiro no ano de 1964, a famosa Taça das Taças do cantinho de Morais. E este último, 57 anos depois. Futebol, atletismo, hóquei em patins, andebol, goalball, judo e futsal são as sete modalidades em que alcançámos a glória europeia. Só nos últimos três anos, o Sporting CP conquistou 11 destes títulos, mais de um quarto do total. O único clube em Portugal que é verdadeiramente ecléctico a nível europeu.

7. Portugal sagrou-se campeão mundial de futsal. Um título que vem na senda de conquistas Leoninas. O percurso europeu do Sporting CP na UEFA Champions League tem sido notável, tendo chegado nos últimos dez anos cinco vezes à final, ganhando os títulos de 2019 e de 2021. Fomos o clube mais representado na selecção com sete jogadores em 16, dominando, por completo, a convocatória. O segundo clube, o Braga/AAUM, estava representado por apenas três jogadores e o SL Benfica por um. Tomás Paçó, Erick Mendonça, João Matos, Pany Varela, Miguel Ângelo, Pauleta e Zicky Té são os campeões mundiais da equipa de futsal do Sporting CP. O nosso Pany Varela foi o homem da final contra a Argentina, marcando dois golos. Para muitos, foi mesmo o melhor jogador da competição. Um título de Portugal, mas com sabor a verde e branco.

4. Já se jogaram oito jornadas do Campeonato Nacional de futebol. O Sporting CP segue a um ponto do primeiro, SL Benfica, disputando a liderança. Se tem havido alguma cerimónia na produção ofensiva, somos, ainda assim, a terceira equipa mais concretizadora. Como já é hábito no futebol do Campeão, não sofrer golos é essencial. Até agora, apenas encaixámos quatro golos, 0,5 golos por jogo. Somos, naturalmente, a equipa menos batida do campeonato, a par do Portimonense SC. Até temos menos um golo sofrido que na temporada passada, na mesma fase da competição. É só continuar assim, melhorando o acerto atacante.

15. Ganhámos perante o FC Arouca na última jornada. 2-1 o resultado final. O primeiro golo nosso é uma extraordinária jogada de futebol em qualquer estádio do mundo. Até ao golo, trocaram-se nada mais nada menos que 15 passes entre dez jogadores, culminando no encosto de Matheus Nunes para as redes adversárias. Arte poética futebolística. Executada por uma equipa que teve mudanças face às opções habituais, com destaque para a titularidade de Daniel Bragança. E que jogava na ressaca europeia da Champions, tradicionalmente um jogo sempre difícil para nós. Neste quadro, só podemos concluir que Rúben Amorim mexe na equipa como há décadas não se via em Alvalade.

Assembleias Gerais − Clube e SAD – Reflexões (Parte I)

Por Tito Arantes Fontes
07 Out, 2021

Estamos em pleno tempo de Assembleias Gerais!

 

Estamos em pleno tempo de Assembleias Gerais! Primeiro a do Clube no passado dia 30 de Setembro. Hoje (4.ª feira, dia 6 de Outubro, dia em que escrevo) a da SAD. Olhemos para cada uma delas em particular.

A Assembleia Geral do Clube na passada semana foi mais um triste espectáculo… umas poucas centenas de Associados tudo fazem para perturbar a Assembleia, inviabilizando que outros Associados possam acompanhar o desenrolar dos trabalhos e ouvir como deve ser as intervenções de quem usa da palavra. Tudo isso faz com que cada vez menos Associados tenham paciência (e sim, é esta a palavra certa!) para aguentar estas penosas Assembleias do Clube… infelizmente chegámos a este ponto! Em boa hora, e depois de algumas experiências iniciais, que começaram há largos anos, bem antes do mandato dos actuais Órgãos Sociais, desde logo no mandato dos seus imediatos antecessores, encontrou-se uma forma de contornar estes manifestos “comportamentos totalitários” que só me fazem lembrar as famosas “RGAs” do meu tempo de estudante (Reuniões Gerais de Alunos - que vivi no Liceu D. João de Castro em Lisboa e na Universidade em Coimbra - que se prolongavam à exaustão para permitir no final a votação pelos “resistentes” das moções que melhor aprouvessem a quem queria vencer não pela razão, mas sim pela exaustão… como se isso fosse algum método democrático!).

A solução encontrada no seio do SPORTING CP foi – e bem! - a de permitir que a votação dos vários pontos da “ordem de trabalhos” possa ocorrer a partir do momento em que a Assembleia é declarada aberta. É uma boa solução! Quem se sente esclarecido sobre os pontos em discussão pode, assim, votar logo e – se quiser – sai da Assembleia. Por outro lado, quem pretender esclarecimentos fica a acompanhar os trabalhos… tentando ouvir o que essa “minoria totalitária” deixar… e votará ou quando chegar ao final do período de intervenções ou quando desistir de tentar perceber o que é dito face à algazarra que essa “minoria totalitária” não desiste de perpetuar! Este é o quadro associativo em que decorrem as Assembleias do nosso Clube! Não pode ser pior!

Assim, com este “caldinho cultural”, não surpreende que cada vez menos Sócios marquem presença nas Assembleias do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL! E que – consequentemente – deixem este nas mãos dessa “minoria totalitária”… que literalmente goza com toda a massa associativa ao chumbar consecutivamente tudo quanto seja proposto pela Direcção, máxime – nesta última Assembleia – as contas de dois exercícios (2019/2020 e 2020/2021) e o orçamento para 2021/2022. Damos, assim, nós próprios, matéria para um “chorrilho” de comentários e de programas televisivos que dizem que os Sócios do SPORTING CP não estão com a Direcção, etc, etc… ou seja damos assim matéria de gaudio para essa gente que nos odeia! Um regabofe a que a “minoria totalitária” nos sujeita!

Nesta ultima Assembleia do Clube, depois do espectáculo a que parcialmente ainda assistimos, vieram os resultados das votações… tudo chumbado menos o nome das sete portas do Estádio José Alvalade! E mesmo este ponto foi aprovado por uma maioria quase que “à tangente”! O resto foi tudo chumbado por 400 associados… a maioria dos 700 e tal que marcaram presença na Assembleia! Mas certo é que esses 400 são uma minoria, uma ínfima e ridícula minoria, dos Sócios do SPORTING CP que podem ter lugar na Assembleia…

Por isso - e bem - o Presidente Frederico Varandas disse o que disse no final da Assembleia Geral! Os sócios têm o dever de comparecer e votar nas Assembleias do Clube… e não deixar que minorias activas, mobilizadas e sempre em permanente contestação “de tudo e de nada” mandem no Clube!

Foi – assim e bem! - anunciada nova Assembleia para dia 23… oxalá que sim! E oxalá que a massa associativa do SCP – como tantas e tantas vezes já fez no passado, nomeadamente quando o futuro do Clube assim o exigia! - compareça em força para se votar, finalmente e como espero, a aprovação das contas dos exercícios de 2019/2020 e 2020/2021 e do orçamento de 2021/2022! E – com isso – acabar com o “interminável festim” que tem servido de alimento aos nossos adversários… sim, falo das gentes que estão a soldo dos “poderes bicolores” que tanto, desde logo nos últimos 40 anos, nos têm prejudicado e roubado! É com esses que a “minoria totalitária” que temos no nosso Clube parece, afinal, ter objectivamente pactos e estratégias comuns! Fica aqui o desafio e o convite para todos e cada um dos sócios que fazem parte dessa “minoria totalitária” pensar e reflectir sobre o que está verdadeiramente a fazer ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

A Assembleia da SAD é outra coisa. Nesta consegue-se falar! E dessa – por absoluta falta de espaço - falarei na crónica da próxima semana!

P.s. Futebol – prosseguimos com mais uma vitoria no Campeonato Nacional, depois da jornada europeia. Jogo difícil em Arouca… e bem ganho! Utilmente ganho! Já outros… caíram do pedestal estratosférico onde já estavam… um voo a pique, descontrolado… para um “estatelanço” de gargalhada total!!!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!

Projectos com ADN Sporting CP

Por Miguel Braga*
30 Set, 2021

“É tudo mérito delas que trabalham muito, tanto as mais novas como as mais velhas. (…) Ganhámos e se ganhamos, ganhamos todas juntas”, disse a treinadora Mariana Cabral.

Mais um feito da equipa liderada por Luís Magalhães a acrescentar ao regresso escrito a ouro da modalidade. Em Sines, o Sporting CP venceu o Imortal BC – finalista vencido da última edição da Taça de Portugal que está no nosso Museu - por 76-64, conquistando a primeira Supertaça de Basquetebol da História do Clube – nunca é demais recordar que em 2 anos, além desta Supertaça, esta equipa venceu um Campeonato Nacional e duas Taças de Portugal, com o pequeno grande detalhe de que liderávamos o campeonato interrompido pela pandemia. Regressando ao jogo, o mesmo foi complicado com uma entrada forte do Imortal BC. Porém, a magia Joshua Patton (MVP do jogo com 17 pontos), Micah Downs (17), Mike Fofana (13 pontos), Travante Williams (13 pontos) e companhia impôs a Lei do Leão. No final da partida, Luís Magalhães era um técnico satisfeito: “Atingimos o primeiro grande objectivo que era começar esta época como acabámos a última: a ganhar troféus”. No sábado, começa a defesa do título de Campeão Nacional frente à AD Ovarense, na Arena de Ovar.

Quem também não conseguiu conter a sua satisfação foi a treinadora Mariana Cabral, depois da expressiva vitória por 5-1, frente ao SL Benfica, em jogo a contar para a segunda jornada da primeira fase da Liga BPI. “É tudo mérito delas que trabalham muito, tanto as mais novas como as mais velhas. (…) Ganhámos e se ganhamos, ganhamos todas juntas”. Depois de vencer as rivais na Supertaça, ainda no final de Agosto, a equipa feminina do Sporting CP volta a demonstrar que é possível construir um projecto com o ADN Sporting com competência e dedicação, assente nos valores do Clube. Estas vitórias frente a um rival que investiu muito mais acrescentam responsabilidade e crença nelas próprias, na treinadora e na estrutura. A época está no seu início, mas os sinais são encorajadores. Sábado há nova prova de fogo frente ao SCU Torreense.

Este sábado, a equipa de Rúben Amorim desloca-se a Arouca, para enfrentar o recém-promovido clube local, com o objectivo de somar os três pontos da vitória. Para trás, está já o jogo a contar para a Liga Campeões, no Signal Iduna Park, frente ao Borussia Dortmund (1-0). Apesar da exibição personalizada, não conseguimos o nosso objectivo: “ninguém vai feliz para casa. (…), mas os rapazes estão de parabéns, no futuro seremos melhores. A equipa cresce a olhos vistos. Este jogo não retira mais/menos confiança na equipa, mostra aos jogadores que são capazes de melhor”. É com este apelo à fibra de cada um e de cabeça levantada que temos de dar resposta à altura dentro de campo. Até porque vem aí mais uma pausa FIFA – altura certamente para a equipa técnica trabalhar com a juventude do Clube e recuperar jogadores – e uma consequente sequência de jogos que requer a máxima força e concentração.

Ontem, 4.ªfeira, começou a Champions League do Goalball, onde as equipas feminina e masculina de goalball do Sporting CP vão defender os respectivos títulos europeus conquistados na última edição. Recorde-se que esta competição não se disputou no ano passado devido à pandemia. “Somos campeões em título, mas temos de respeitar todos os adversários”, afirmou Márcia Ferreira, treinadora e directora da modalidade. “Foi um ano e meio muito difícil para todos, sobretudo para estes atletas que, como sabemos, interagem através do toque e estiveram privados disso. Ainda assim, nós no Sporting CP conseguimos, com muito empenho e dedicação, trabalhar muito bem e preparar esta prova da melhor forma”. A todos, desejos de conquistas e superação.

Este sábado, também entramos em campo para lutar pela Supertaça de voleibol, frente ao SL Benfica. Depois de conquistado o Torneio Raça Vareira, no passado fim‐de‐semana, com vitórias frente ao SL Benfica (3‐1) e o SC Caldas (3-0), os Leões de Gersinho querem trazer o troféu para casa. Que a força e a determinação estejam com eles.

Editorial da edição n.º 3839 do Jornal Sporting

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Fez-se História em Sines!

Por Juvenal Carvalho
30 Set, 2021

Esta época, no fundo não só no basquetebol como nas outras, começou como acabou a anterior, sob o signo da vitória.

Dizer que em pequenino fugia literalmente aos meus pais para ir ver tudo o que fosse modalidade do Sporting Clube de Portugal, num processo que se iniciou no velhinho Pavilhão de Alvalade, ainda na fase da minha infância, e que depois teve continuidade na Nave, não é manifestamente exagero algum. Guardo ainda amigos desses imemoriais tempos, com verdadeiras sessões contínuas em Alvalade, bem como em outros pavilhões ou estádios.

Via todas as modalidades com a mesma paixão, todas com o sentimento uno e indivisível de ganhar em tudo, e felizmente era − ontem como hoje − quase sempre bem-sucedido.

Ainda hoje assim é, quero sempre, e indiferenciadamente que o Sporting CP ganhe em todas as modalidades.

Mas, comum dos mortais, se defeitos tenho, o de ser cínico não faz parte de mim. E hoje, até porque desde tão jovem entrei pela porta do dirigismo no Clube através do basquetebol, mantendo o amor por todas as outras, é nesta que o meu coração mais palpita.

No passado sábado, com os meus amigos Edgar Vital, Raul Castanheira e Jorge Patinho, todos eles Leões e homens da modalidade, o caminho foi até Sines.

Era a primeira competição de uma caminhada que queremos repleta de êxitos. No vocabulário do nosso basquetebol a palavra derrota não faz parte do léxico da modalidade.

Regressada em 2019 a equipa sénior masculina, vinte e quatro anos depois de um inusitado interregno, e que em boa hora este Conselho Directivo decidiu reactivar, sábado em Sines o Museu ficou mais rico com a conquista da primeira Supertaça do nosso basquetebol, juntando este êxito ao Campeonato Nacional e a duas Taças de Portugal, tudo isto num percurso de apenas dois anos, e com a particularidade de estarmos a liderar o campeonato no primeiro ano de competição, quando a pandemia em que vivemos interrompeu a prova.

Esta época, no fundo não só no basquetebol como nas outras, começou como acabou a anterior, sob o signo da vitória. Que Sines tenha sido o tónico para que os comandados por Luís Magalhães, um treinador feito para ganhar, arrancarem para mais uma época de sonho, para que se faça história... acrescentando mais história à já tão imensa que temos.

Depois deste grupo de trabalho ter honrado Stromp, ao vencer o Lusitânia no Troféu com o seu nome, a semana haveria de culminar da melhor forma. No fundo, 'à Sporting'. Com aquele ADN como somos nós.

Com a continuidade de Diogo Ventura, Micah Downs, Afonso Guedes, Diogo Araújo, João Fernandes e Travante Williams, chegaram ainda os reforços Miguel Maria Cardoso, Josh Martin, Daniel Relvão, Daniel Machado, Tanner Omlid, Mike Fofana, António Monteiro e Joshua Patton. Serão estes Leões que estarão às cavalitas do professor Luís Magalhães para ganharem mais uma "guerra". Nós na bancada faremos o resto, e nunca os deixaremos sós.

Sábado próximo será o arranque do campeonato em Ovar, frente a um histórico da modalidade, a AD Ovarense. Que seja o início de algo que lá para Junho de 2022 nos faça felizes. E não só no basquetebol. Porque no Sporting CP não existem limites para sonhar!

Andebol Europeu

Por Pedro Almeida Cabral
30 Set, 2021

A julgar pelo andebol jogado nesta eliminatória, estamos no bom caminho.

Há um clube português que tem o melhor palmarés europeu de andebol em Portugal, sendo o único que ganhou dois títulos europeus, duas Taças Challenge. Uma conquistada em 2010, contra os polacos do MMTS Kwidzyn, com uma segunda mão inesquecível no Pavilhão de Almada. E a outra arrecadada em 2017, vencendo confortavelmente os romenos do AHC Potaissa Turda. Também é esse clube que em 1971 chegou a uma meia-final da Taça dos Campeões Europeus, antecessora da actual EHF Champions League. Esse clube é, como não podia deixar de ser, o Sporting Clube de Portugal, onde o andebol tem raízes profundas e adeptos dedicados.

Cada vez que se inicia uma nova época europeia, tenho esperança de que o Sporting CP chegue longe e, quem sabe, surpreenda equipas mais experientes, de países onde o andebol tem um nível competitivo mais elevado. Já aconteceu e pode tornar a acontecer. Anteontem, fomos à Dinamarca alcançar um competente e suado triunfo perante os dinamarqueses do TTH Holstebro por 28-31, na qualificação para a fase de grupos da Liga Europeia. É certo que levávamos de Portugal uma vitória por 31-25, com margem para jogar com mais tranquilidade. Mas os dinamarqueses não iriam propriamente facilitar. E não facilitaram: começaram a todo o gás, com quatro golos sem resposta. O Sporting CP foi reequilibrando na primeira meia hora e conseguimos chegar ao intervalo com apenas um golo de diferença, a perder por 16-15. Muito mérito para Natán Suárez com quatro golos decisivos, vários dos nove metros, com eficácia de 100%. Na segunda parte, a turma Leonina surgiu mais concentrada e a jogar andebol europeu, com o inevitável Carlos Ruesga a desequilibrar, Francisco Tavares a assinalar uma boa partida (quatro golos no jogo, 100% de eficácia), Skok decisivo, com várias defesas, e miúdos como Francisco Costa e André José a mostrarem serviço (cinco golos juntos no jogo).

Segue-se agora o sorteio da Liga Europeia para determinar os grupos da próxima fase da competição. O Sporting CP precisa de rodar a sua equipa em cenário europeu e fazer crescer um plantel jovem e refrescado, com a ambição do nosso novo treinador Ricardo Costa. A julgar pelo andebol jogado nesta eliminatória, estamos no bom caminho.

Um Clube tão grande como os maiores da Europa

Por Miguel Braga
22 Set, 2021

O lema do Clube aplica-se a toda uma estrutura que respira e trabalha sentindo o peso da instituição e a responsabilidade de exibir o Leão ao peito.

Foi um feito notável. Vencer a Taça Continental. Outra vez.

Foi um feito notável, dos atletas, do staff, de todos os que acompanham a equipa, dos muitos que à sua maneira contribuíram para o 40.º título europeu do Sporting CP. João Almeida, Gonzalo Romero e João Souto foram os autores dos golos, Ângelo Girão o gigante que evitou vários. A todos, pela ambição e pela conquista, um enorme obrigado com a certeza de que são motivo de orgulho da nação Leonina.

Foi um feito notável porque a esta conquista devemos juntar outras duas – Campeão Nacional e Campeão Europeu –, no espaço de quatro meses. O lema do Clube aplica-se a toda uma estrutura que respira e trabalha sentindo o peso da instituição e a responsabilidade de exibir o Leão ao peito.

Depois de toda a Glória da época passada e de tantos feitos notáveis, a equipa de Nuno Dias tem já outra responsabilidade sob os ombros: no arranque desta temporada todos os Troféus Stromp ficaram em casa. Falta o futsal que se joga apenas em Outubro. Em caso de vitória, será um arranque em pleno, com a ilusão de novas conquistas, mas especialmente com o orgulho de Ser Sporting CP.

Notável foi também o apoio dos Sócios e adeptos depois do resultado não conseguido com o AFC Ajax, no primeiro jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões. Começaram logo depois do apito final e esse apoio transportou-se até ao Estoril, onde se fizeram ver e ouvir, dizendo “presente!” à equipa. O golo de Pedro Porro e a comunhão entre jogadores e adeptos nas celebrações é um daqueles momentos do desporto. O futebol com público tem outro encanto. Ainda para mais quando o público é verde e branco.

Na próxima sexta-feira segue-se o CS Marítimo e seria bonito continuar a onda de apoio à equipa com o público a preencher as bancadas de Alvalade. Para um futuro que esperamos que esteja cada vez mais próximo, só podemos imaginar como ficará o nosso estádio com a lotação a 100%. Esta sim, seria uma notícia notável.

Num Clube repleto de feitos e atletas notáveis, para a semana o convidado do nosso ADN de Leão é Jorge Fonseca, bicampeão do mundo e medalhado Olímpico, um dos grandes nomes do desporto português e um atleta que já gravou o seu nome na

História do Clube. Será emitido na próxima semana, um dia depois de novo jogo na Liga dos Campeões, desta vez contra o Borussia Dortmund de Haaland e companhia.

Teremos de ser notáveis.

Editorial da edição n.º 3838 do Jornal Sporting

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

Sede de Títulos

Por Pedro Almeida Cabral
22 Set, 2021

O Sporting Clube de Portugal é um dos maiores Clubes europeus.

O Sporting Clube de Portugal é um dos maiores Clubes europeus. E não o digo por orgulho, vaidade ou aspiração. Afirmo-o porque o Sporting CP constantemente nos prova o seu estatuto e alarga o seu pecúlio de títulos continentais. No passado fim-de-semana soubemos, justamente, ganhar a Taça Continental em hóquei em patins. Levámos de vencida o Lleida por 3-1 num jogo em casa do adversário. Foi o 40.º título europeu do Sporting CP e o 10.º título europeu nesta modalidade. Depois das Ligas Europeias de 2019 e 2021, bisámos também na Taça Continental, repetindo a conquista de 2019. Em apenas dois anos de competição – em 2020 foi tudo cancelado – são quatro títulos europeus em hóquei em patins. Nunca nenhuma equipa portuguesa conquistou tanto na Europa em tão pouco tempo. Somos mesmo o único Clube do nosso país a conquistar a Taça Continental duas vezes seguidas.

Este jogo foi mais uma bela exibição da nossa equipa. Na baliza, Ângelo Girão provou, como se ainda fosse preciso, que é o melhor guarda-redes do mundo. Na primeira parte, foi crucial, defendendo um livre directo e uma grande penalidade, além da já habitual série de espectaculares defesas. Os dois reforços, Henrique Magalhães e João Almeida, ambos provenientes da UD Oliveirense, combinaram um primoroso contra-ataque para João Almeida marcar o primeiro golo do jogo e o primeiro com a camisola verde e branca. No segundo tempo, Gonzalo Romero e João Souto ampliaram a vantagem, reduzindo a equipa espanhola pertíssimo do final. Esta Taça Continental, disputada contra o vencedor da Taça WS Europa, antiga Taça CERS, foi bem mais tranquila que a anterior, contra o FC Porto. Nesse jogo, valeu Gonzalo Romero que marcou dois golos em grandes jogadas individuais, o segundo inesquecível, com uma portentosa stickada do meio da rua. Vitória mais tranquila, mas nem por isso menos saborosa.

Em 2021, depois de ganhar brilhantemente o campeonato nacional e a Liga Europeia, triunfamos agora na Taça Continental. Paulo Freitas comanda uma equipa que tudo quer ganhar, que disputa todos lances como se fossem o último e em que não há defesas impossíveis. E sempre com uma sede de títulos verdadeiramente insaciável.

É isto ser Sporting Clube de Portugal!

Um filme com guião exigente

Por Rodrigo Pais de Almeida
22 Set, 2021

Dificilmente um guião seria tão exigente como o que estava escrito antes do jogo de domingo no Estoril.

Um filme vive da inspiração dos seus realizadores, produtores, actores e do brilho dos espectadores. Um filme segue o seu guião. Retrata acontecimentos que lá estão escritos numa sequência determinada para nos contar uma história. Enquadra cenas e factos. Sucedem-se momentos bons, menos bons para no final nos trazer uma conclusão ou simplesmente nos deixar a pensar…

Dificilmente um guião seria tão exigente como o que estava escrito antes do jogo de domingo no Estoril. O Campeão Nacional vinha de dois empates para a Liga Bwin com enquadramentos diferentes. Em Famalicão, num dia menos bom, e em casa com o FC Porto, numa exibição de enorme qualidade onde o empate deixou o sabor amargo de alguma injustiça. Mas, sobretudo, vinha de uma ressaca de derrota caseira para a Champions League. E tinha pela frente “somente” a grande surpresa da Liga até ao momento, com apenas um empate nos primeiros cinco jogos da temporada, e a jogar perante os seus associados.

Era necessário reagir a um preâmbulo tão difícil. Reescrever o guião pelo realizador e estar preparado para os “twists” próprios de Hollywood. Saber interpretar. Fechar a película com sucesso colocando uma pedra sobre aqueles que passam, mesmo depois de todas as “prequelas” do último ano e meio, do estado de histeria à depressão no mesmo mês. Na mesma semana. Ou, por vezes, no mesmo jogo!

Rúben Amorim assumiu que esta foi a semana mais difícil que este grupo de trabalho já viveu. Pudera. Um grupo que no último ano só falhou a conquista da Taça de Portugal a nível nacional. Um grupo muito jovem e que ainda passa pelas famosas “dores de crescimento”. Um grupo que tem vindo a ser alvo de algumas lesões traumáticas que têm afastado dos jogos alguns jogadores fundamentais. Um grupo que habituou os seus sedentos Sócios e adeptos a vitórias. A bom futebol. Agora a saber que tem a responsabilidade de assumir o momento e reagir.

A alegria natural e contagiante desta equipa não deve ter sido posta de lado, mas os sorrisos na cara que transbordam nos “Inside Sporting” e nos “Backstage Sporting” deram lugar a responsabilidade e compromisso para reagir com atitude e oferecer uma vitória para quem os saudou da forma reconfortante que saudou no final do jogo com o Ajax Amsterdam.

O Estoril entrou em campo com vontade de não deixar o Sporting CP reagir. Qualidade na posse e a sair em construção. Intensos com bola a procurar “ferir” entre os centrais e os laterais. À procura de espaços similares ao último jogo dos Leões, mas com mais simplicidade e rapidez a colocar a bola na frente depois de contornar a pressão da primeira linha defensiva Leonina. Os primeiros 15 minutos de jogo mostravam o “filme” que os pupilos de Bruno Pinheiro queriam protagonizar, mas ficaram-se por aí. Coincidiu a única defesa (e boa) de Adán com a reviravolta no sentido de jogo, que a partir daí foi único e sempre favorável à nossa jovem equipa.

Devia estar escrito no balneário pelo próprio Rúben Amorim que “depressa e bem não há quem”, e o Sporting CP começou então a reagir e a mostrar os seus intentos. Com o regresso do capitão Coates, promoveu-se a entrada de Matheus Reis a central canhoto e Sarabia no lugar de Jovane. Quando o Sporting CP recuperava a posse de bola o adversário recuava os dois médios

defensivos para junto da linha mais recuada, um na marcação individual a Paulinho e outro a tentar conter a influência da dupla Palhinha-Matheus Nunes. As marcações eram individuais, mas era em equipa que se ultrapassariam os desafios, e com a calma necessária para trabalhar a bola e esperar pelos momentos certos de atacar a baliza estorilista.

O Estoril recuava para tirar a profundidade e os espaços nas costas da sua defesa que os Leões tanto gostam de explorar formando uma linha de praticamente seis elementos. Rúben Amorim deu indicações claras para apostar na posse e na variação de corredores de jogo do Sporting CP. Com paciência, com qualidade no passe, e a fazê-lo cada vez com mais frequência e rapidez, começaram-se a abrir espaços e por três vezes na primeira parte só por milagre evitaram que o Sporting se adiantasse no marcador.

A astúcia do “realizador” Rúben Amorim mais uma vez viria a fazer a diferença. O ligeiro ajuste posicional da dupla de médios Matheus Nunes – Palhinha a adiantarem-se no terreno quando sem bola, e a abrirem como verdadeiros médios interiores quando a equipa tinha a posse de bola, permitiu as triangulações entre o central – ala – médio interior que fomentavam a posse de bola num dos corredores. Obrigavam o Estoril a bascular em torno do lado em posse de bola e libertavam espaço no corredor contrário onde após passe rápido de variação de flanco o ala e o médio interior estavam sempre em vantagem e com possibilidade de “galgarem” metros sobre a defensiva adversária.

Paulinho, sempre ele, a criar espaços e desequilíbrios posicionais na frente ou mais recuado em zonas de construção. Sarabia e Jovane a jogarem quase como dois avançados à espera das entradas dos alas, dos interiores e do Nº 9 que também é Nº 10. A lateralidade do irrequieto Nuno Santos e do pujante Pedro Porro. O verdadeiro cerco à baliza do Estoril estava montado, as oportunidades sucediam-se e, para além do 1-0, outros ficaram por marcar numa noite onde a eficácia voltou a estar de costas para a nossa equipa. A segurança do eixo defensivo com Matheus Reis e Neto em bom plano liderados pelo capitão Coates seguraram as ténues investidas do adversário nos minutos finais.

Uma vitória festejada com os Sócios e adeptos presentes e que apoiaram do primeiro ao último instante. Na raça. Justa. Inquestionável. E uma reacção digna de um filme dos grandes lutadores. Como só dão os verdadeiros Campeões quando alguém os tenta encostar às cordas: Uníssona, Implacável… e Épica! Uma exibição segura, paciente, dominadora e que permite à equipa trabalhar confiante e com olhos no próximo adversário, o CS Marítimo.

40 TÍTULOS EUROPEUS!!!

Por Tito Arantes Fontes
22 Set, 2021

Já vamos nos 40 Títulos Europeus! O hóquei neste passado fim-de -semana, com a conquista de mais uma Taça Continental, fez-nos chegar a esse extraordinário número!

 

Pois… é verdade… já vamos nos 40 Títulos Europeus! O hóquei neste passado fim-de -semana, com a conquista de mais uma Taça Continental, fez-nos chegar a esse extraordinário número! Em várias modalidades… começou em 1964 no futebol (a aclamada Taça das Taças!) e foi passando por muitas outras modalidades… atletismo (desde 1977 na sua vertente de corta-mato e – mais tarde, a partir de 2000 – de pista), hóquei (desde 1977), andebol (desde 2010), goalball (desde 2018), judo (desde 2018) e futsal (desde 2019)! São sete modalidades diferentes! Creio que é único no Mundo!

Estes 40 Títulos são tanto masculinos (35 títulos, o primeiro em 1964), como femininos (cinco títulos, o primeiro em 2016)! Por si só essa é também uma enorme demonstração do poderio – em qualquer dos géneros humanos - da Maior Potência Desportiva Portuguesa!

As modalidades – sete como já indicámos – repartem estes 40 Títulos Europeus do seguinte modo: um título no futebol, 20 títulos no atletismo, dez títulos no hóquei, dois títulos no andebol, três no goalball, dois no judo e dois no futsal! Impressionante! Verdadeiramente espectacular!

É também de salientar o facto de − desde 2018 para cá − o SPORTING CP ter obtido 15 destes 40 Títulos Europeus! Uma máquina vencedora! Com acentuado protagonismo de vitória nos últimos anos: cinco títulos em 2018! sete títulos em 2019! três títulos em 2021! E em 2020 não houve títulos… pois houve o malfadado “covid”!

Se juntarmos a estes títulos as nossas medalhas Olímpicas… pois é arrasador! Temos de tudo… Ouro, Prata e Bronze! Só nestes últimos Jogos Olímpicos vieram mais duas medalhas: a Prata da nossa amada princesa Patrícia Mamona e o Bronze do nosso querido gigante Jorge Fonseca! Desde Carlos Lopes é assim… sempre a arrasar! E medalhas Olímpicas também em várias modalidades… desde o atletismo ao tiro, desde o judo ao futebol! E na canoagem! São 11 medalhas… duas de Ouro (Carlos Lopes e Amunike), sete de Prata (Armando Marques, Carlos Lopes, Juskowiak, Francis Obikwelu, Ionela Târlea, Emanuel Silva e Patricia Mamona) e duas de Bronze (Rui Silva e Jorge Fonseca)!

Não há paralelo com este nosso palmarés! Não há paralelo em Portugal… e não há nem na Europa, nem no Mundo! Definitivamente… o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL é mesmo A MAIOR POTÊNCIA DESPORTIVA!

No cenário português a comparação é mesmo arrasadora… pois, nem somando todos os nossos rivais, os seus números se aproximam sequer do nosso palmarés!

FUTEBOL

Depois do difícil jogo que tivemos com o Ajax e que nos deixou famintos de vitórias… vinha o Estoril, na Amoreira, a equipa sensação da presente temporada! A resposta da nossa equipa foi aquela que todos queríamos… garra, querer, ganas e o espírito vencedor que nos caracterizou no ano passado! Emblemático desse espírito o

pundonor do nosso Palhinha… é ver o modo como festejou um corte que fez junto da linha lateral já no final do jogo! Aquilo sim, aquilo é alma de Leão! Com todo este querer… mais uma vitória, merecida, limpinha, como mandam as regras… depois de termos encostado o Estoril, a tal equipa sensação, às cordas, nomeadamente na 1.ª meia hora da segunda parte… foi asfixiante!

A arbitragem a cargo do nosso “velho” conhecido Tiago Martins… que tanto já nos prejudicou… esteve (finalmente!) em bom nível… ainda que eu continue sem perceber o porquê dos minutos de desconto nesta temporada… quando o SPORTING CP está a ganhar “fora” pela margem mínima temos no mínimo seis ou sete minutos de “descontos” (como no Estoril)… quando queremos ainda chegar à vitória concedem-nos apenas quatro minutos (vidé jogo com o FCP!). E isso com situações similares de “paragens”… alguém explica “isto”? Eu não consigo “lá chegar”…

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!

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