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Foto João Pedro Morais

Ricardo Costa: "Lá temos de ser a mesma equipa"

Por Sporting CP
05 maio, 2026

Leões rumo a Aalborg para disputar lugar na final four da EHF Champions League

A equipa de andebol do Sporting CP desloca-se à Dinamarca, esta quarta-feira (19h45, horário de Portugal continental), para enfrentar o Aalborg Håndbold na segunda mão dos quartos-de-final da EHF Champions League. É o momento que tudo vai decidir, depois do empate (31-31) no Pavilhão João Rocha.

“O jogo fora é sempre diferente, mas jogámos realmente bem em Płock [no play-off], por exemplo. O empate [na primeira mão] dá-nos o alento de que podemos estar a 60 minutos de Colónia [palco da final four]. Sabemos da dificuldade, mas acreditámos a cem por cento nisso”, assegurou o treinador Ricardo Costa. “Estivemos ao nível exigido [em casa] e lá temos de ser a mesma equipa”, acrescentou.

Em jogo está uma histórica passagem à final four, um feito “extremamente difícil” de atingir, não o esconde, mas é com ambição máxima que a equipa parte para a Dinamarca.

"Nós já sonhámos muito, acho que é hora de tornarmos os nossos sonhos realidade. É extremamente difícil, mas chegar aqui, nestas condições, e acalentar esse sonho é extraordinário. Mas não nos contentamos só com isso, queremos ir a Colónia. É o sonho de uma vida”, atentou, prometendo um grupo disposto “a lutar com tudo”.

Foto João Pedro Morais

"Há uma vontade enorme de voltarmos a ser felizes, mas com os pés bem assentes na terra"

Por Sporting CP
04 maio, 2026

Nuno Dias lançou final four da UEFA Futsal Champions League

Antes da partida para Pesaro, cidade italiana que vai acolher a final four da UEFA Futsal Champions League, Nuno Dias, treinador dos Leões, falou aos meios de comunicação para perspectivar a fase de todas as decisões. Na meia-final, a equipa de futsal do Sporting CP vai enfrentar o Fútbol Sala Cartagena, um jogo marcado para esta sexta-feira, pelas 16h30 (horário de Portugal continental).

Acima de tudo, o técnico verde e branco reconheceu que sente o grupo “preparado”. Na fase regular, o objectivo do primeiro lugar não foi atingido, mas o facto de os Leões terem sido a equipa com melhor prestação na segunda volta é um indicador positivo, de acordo com Nuno Dias. “Serviu sobretudo para perceber o nosso momento. Agora, partimos para as decisões finais com máxima responsabilidade e a confiança de que estamos a fazer bem as coisas”, realçou.

Apontando já à final-four europeia, considerou que é em “igualdade de forças” que Sporting CP, FS Cartagena, Etoile Lavalloise FC e AE Illes Balears Palma Futsal aterram na costa Este de Itália. “Não sei se são as quatro melhores da Europa, mas sei que chegaram a esta ronda com todo o mérito. Neste momento, todas têm as mesmas chances. São equipas muito fortes, que tanto individualmente como colectivamente têm recursos extraordinários e, como tem acontecido sempre, há um equilíbrio grande”, atentou, antes de virar as atenções para a missão verde e branca: “Dentro dos nossos 25%, cabe-nos dar o máximo possível e fazer o melhor para deixar tudo em campo”.

O primeiro obstáculo é o bicampeão espanhol em título, que ocupa o quarto lugar da presente edição do campeonato doméstico. Embora sem esconder a ambição que move os Leões em mais uma fase final, Nuno Dias apontou foco exclusivo ao FS Cartagena.

“Há uma vontade enorme de voltarmos a ser felizes nesta competição, mas com os pés bem assentes na terra e respeito máximo pelos nossos adversários, que têm muito valor. Neste momento, o nosso foco de atenção é o FS Cartagena, bicampeão espanhol. É o primeiro adversário e, por isso, o mais importante”, sublinhou.

Quanto à variedade de opções, o treinador apenas descartou Taynan e Henrique Rafagnin, ambos a contas com “lesões mais prolongadas”. De resto, “espero poder contar com todos”, referiu, apesar de alguns casos de maior incerteza. “Mesmo com o Allan [Guilherme], que há pouco foi noticiado como suspenso. Não sei onde foram buscar essa ideia. Jogou na selecção, veio com algumas dores e uma lesão muscular e, por isso, não tem sido opção para ver se recupera para esta fase”, reforçou, dando conta ainda dos pontos de situação de Zicky Té e Rocha.

“Esperamos contar com o Zicky, não sei se a cem por cento, mas é sempre uma peça importante e que de certeza nos vai ajudar. Sobre o Rocha [lesionado na final da Taça de Portugal], estamos a fazer o tudo por tudo para o recuperar”, esclareceu, por fim.

Foto João Pedro Morais

Ricardo Costa: "Acredito que a minha equipa é capaz de ganhar em Aalborg"

Por Sporting CP
29 Abr, 2026

Reacção à primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League

Em conferência de imprensa, após o jogo, o treinador Ricardo Costa fez o rescaldo do empate com o Aalborg Håndbold (31-31) nesta primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League.

Hipóteses de apuramento após o empate
“Vou ser muito transparente. Muito orgulho e muito contente com a minha equipa, disse-lhes isso no balneário. Se era importante ganharmos por dois ou com três e sair daqui super happy [muito contentes]? O que é que isso significa? Estamos empatados no intervalo [da eliminatória] entre dois jogos e eu acredito que a minha equipa é capaz de ganhar em Aalborg. A dificuldade é imensa, porque do outro lado está uma equipa de super-craques. Se eu tivesse de idealizar um jogo seria exactamente como aconteceu. Não acreditava que fossemos ganhar por dez, nem acreditava que a eliminatória ia sair resolvida daqui. Se era importante o André [Kristensen] para o último livre de sete metros? Para mim, não, e parabéns pelo jogo que fez. As sensações que eu tenho? Podemos fazer mais e melhor, há muita coisa para corrigir, mas estamos onde queremos. O importante é ganhar no sábado, sermos Campeões e irmos à Dinamarca com as nossas legítimas expectativas.”

A aposta no 7v6 em certos momentos do jogo
“Foi improviso completo (risos). Não, não. Sabem que eu não gosto de jogar em 7v6, mas o Aalborg Håndbold defende muito bem e nós tentámos surpreendê-los um pouco e abrir mais espaços para situações de 1v1. Não é algo que façamos durante 60 minutos, apenas numa parte do jogo. O Aalborg Håndbold jogou menos em 7v6 do que é habitual, quando o fez fizemos dois golos de baliza vazia.”

Trocas entre Edy Silva e Christian Moga
“Nos primeiros 10 ou 15 minutos, precisámos de recuperar defensivamente, especialmente o pivô que estiver a jogar no ataque. O Victor Romero não pode defender em posição central, significa que o Moga teria de atacar, mas como normalmente não o faz, tínhamos de escolher um pivô capaz de fazer as duas coisas. Sabíamos que o Moga, pela altura, pode condicionar mais o remate exterior adversário, mas numa parte inicial, em que podia haver contra-ataques, decidimos assim [pelo Edy Silva].”

A segunda mão na Dinamarca
“O jogo fora é sempre diferente, sem os nossos adeptos, que hoje nos ajudaram. Jogámos realmente bem em Plock, por exemplo, o empate dá-nos o alento de que podemos estar a 60 minutos de Colónia. Sabemos da dificuldade, mas acreditámos a cem por cento nisso. (…) Hoje estivemos ao nível exigido e lá temos de ser a mesma equipa.”

Foto João Pedro Morais

Rumo à Dinamarca dispostos a sonhar

Por Sporting CP
29 Abr, 2026

Livre de sete metros no fim negou vitória na primeira mão dos ‘quartos’ (31-31)

Num Pavilhão João Rocha cheio e ao rubro, a equipa de andebol do Sporting CP empatou 31-31 com os dinamarqueses do Aalborg Håndbold, esta quarta-feira, na primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League. Assim, para qualquer uma das equipas, a passagem para a final-four está à distância de uma vitória na Dinamarca.

Para os Leões de Ricardo Costa, o empate acaba por ser mais amargo, não só porque foi em casa, mas também pela forma como os nórdicos – finalistas vencidos da prova em 2020/2021 e 2023/2024 – o alcançaram. Graças a uma entrada de rompante na segunda parte, o Sporting CP chegou a estar a vencer por cinco golos, porém viu essa vantagem reduzir-se nos derradeiros instantes e o empate deu-se já no último lance do jogo, um livre de sete metros. A nível individual, André Kristensen (13 defesas em 35) e Kiko Costa (12 golos) rubricaram exibições de grande nível.

Neste duelo entre bicampeões de Portugal e Dinamarca, o Sporting CP abriu as hostilidades por Edy Silva, mas seria o conjunto escandinavo a assumir mais vantagens (curtas) no arranque. Uma diferença que se alargou antes dos dez minutos para 4-7, fruto de duas faltas assinaladas consecutivamente ao ataque dos Leões e que o Aalborg Håndbold - com eficácia total - soube capitalizar.

Foi então que os irmãos Costa entraram e acção e, à passagem do quarto de hora, Martim e Kiko reduziram o marcador para a margem mínima (9-10), a qual se foi arrastando teimosamente durante os minutos seguintes. Até apareceram as primeiras falhas técnicas dos dinamarqueses, mas o empate não se concretizou apenas e só porque o guardião Niklas Landin fechou a sua baliza a tudo: defendeu um livre de sete metros de Kiko e levou a melhor no cara-a-cara com Orri Þorkelsson e Victor Romero.

Do outro lado, emergiu também André Kristensen entre os postes, assumindo o lugar que começou por ser de Mohamed Ali, mas na frente, perante o poderio físico adversário, faltou critério a ligar e, também, a finalizar, o que fez com que o golo de diferença continuasse a imperar (11-12).

Mais uma vez, não se chegou ao empate e, na resposta a uma bola no poste de Martim Costa, o Aalborg Håndbold aproveitou para voltar a respirar, usando e abusando do seu remate exterior implacável – com Juri Knorr à cabeça. 12-15 a cinco minutos do intervalo, mas o melhor ficou reservado para o fim da primeira parte.

A uma (rara) tentativa nórdica desenquadrada seguiram-se os golos de Salvador Salvador e Natán Suárez que devolveram a vida aos Leões. Já com as bancadas em ebulição, Kristensen travou com o pé uma nova investida adversária e Kiko Costa foi até ao fim para repor finalmente a igualdade (16-16) a escassos segundos da buzina. Uma recompensa merecida e tudo de volta à ‘estaca zero’ para os seguintes 30 minutos, onde a reentrada foi à Leão - e o Pavilhão João Rocha rugiu como nunca até então.

Para dar início a cinco minutos verdadeiramente alucinantes, Martim Costa deu a liderança ao Sporting CP logo a abrir, Kristensen agigantou-se para acumular defesas seguidas – ainda contou uma vez com a ajuda do poste - e, de repente, Kiko, Natán e Salvador multiplicaram a vantagem para 22-17 perante um Aalborg Håndbold atónito.

Só a exclusão momentânea de Mamadou Gassama travou este ímpeto verde e branco e, assim, o campeão da Dinamarca conseguiu reduzir a diferença (23-20) e, depois, reencontrar-se no jogo (24-22). Agora a ter de mandar no resultado, não tremeu o pulso aos comandados de Ricardo Costa, especialmente porque o guardião norueguês – defendeu mais dois livres de sete metros – e Kiko Costa continuaram a brilhar com intensidade. Ao assinar o 28-23 que repôs a margem de cinco golos, o camisola 6 atingiu os dez golos na partida.

Só que um novo período de inferioridade numérica do Sporting CP – exclusão de Pedro Martínez – permitiu uma reacção do Aalborg Håndbold (28-25) e tudo voltou a reequilibrar-se à entrada para os últimos dez minutos, com apenas dois golos a separar as duas equipas (29-27). A situação de inferioridade numérica até se inverteu, porém os Leões não só não a aproveitaram a seu favor – Salvador, de longe, acertou na barra da baliza deserta - como viram o adversário crescer um pouco mais. Kristensen ainda adiou por uma vez o empate dinamarquês, mas concretizar-se-ia a cinco minutos do fim com 29-29.

Chegados à fase crítica, o jogo ficou mais atribulado – mais exclusões de parte a parte – e tudo se resumiu a margens mínimas. Þorkelsson, a partir da linha dos sete metros, deu uma vantagem ao Sporting CP (30-29), algo que a barra não permitiu na hipótese seguinte, mas uma ‘bomba’ de muito longe de Kiko Costa forçou mesmo o 31-30 a 35 segundos do final. Depois, tentou-se de tudo para defender a vitória e respectiva vantagem mínima, mas desta vez o Aalborg Håndbold não tombou no João Rocha, como em Fevereiro. O empate foi resgatado in extremis, graças a um livre de sete metros no último suspiro.

Na edição anterior, tanto o Sporting CP como o Aalborg Håndbold caíram nos ‘quartos’ da Champions e, agora, um dos dois terá a oportunidade de ficar com uma vaga na final-four de Colónia, a um triunfo de distância. Antes de tudo se decidir na Dinamarca, daqui a uma semana, o sonho europeu verde e branco fica em pausa, porque o Tricampeonato Nacional já está na mira. Na recepção ao FC Porto deste sábado (21h00), um empate chega para festejar o título no Pavilhão João Rocha.

Sporting CP: Edy Silva (2), Carlos Álvarez (1), Kiko Costa (12), Natán Suárez (3), Jan Gurri (1), Pedro Martínez, Salvador Salvador [C] (3), Orri Þorkelsson (2), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho, Filipe Monteiro, Christian Moga, Martim Costa (5), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1)

Foto José Lorvão

Destaques do Arsenal FC 0-0 Sporting CP

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Os números da melhor caminhada de sempre na Champions League

O fim foi demasiado amargo, mas para trás ficou a mais bem-sucedida e entusiasmante caminhada do Sporting CP na era da UEFA Champions League (iniciada em 1992/1993). Só por uma vez os Leões tinham igualmente atingido os quartos-de-final da máxima prova europeia, então na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1982/1983. Além disso, a participação verde e branca em 2025/2026 tornou-se desde já a melhor de sempre noutros capítulos: nunca o Sporting CP tinha conseguido fazer tantos jogos (12), marcar tantos golos (22), nem somar tantas vitórias (seis).

E no que aos triunfos diz respeito, o Estádio José Alvalade foi o melhor ‘trampolim’, porque foi onde os comandados de Rui Borges somaram uma série de cinco vitórias consecutivas - um registo que nenhum emblema nacional tinha atingido na Champions. A casa dos Leões foi palco de vitórias cabais contra FC Kairat (4-1) e Club Brugge KV (3-0) e outras tão emocionantes como preponderantes. Da reviravolta sobre o Olympique Marseille (2-1), passando pela noite em que o campeão europeu em título acabou vergado (2-1 PSG), até ao ‘milagre’ com o FK Bodø/Glimt (5-0) para conseguir a histórica passagem aos ‘quartos’.  Esta goleada foi, também, a primeira vitória de sempre dos Leões na fase a eliminar e logo em grande, porque tornou-se, ainda, o resultado mais expressivo já conseguido na competição.

Antes disso, no entanto, já o Sporting CP fizera História como a primeira equipa portuguesa a terminar no top-8 – em sétimo, neste caso – da nova fase de liga. Uma façanha alcançada com mais uma reviravolta de contornos épicos e no último suspiro da última jornada (Athletic Club 2-3), desta feita fora de casa e num país, Espanha, onde nunca tinha vencido.

Números e feitos atingidos de forma colectiva, mas também com muitos nomes próprios. Ao longo desta caminhada, Gonçalo Inácio destacou-se como o jogador com mais jogos de Leão ao peito na Champions (31), depois de Matheus Reis também o ter conseguido (28), enquanto Francisco Trincão (26) e Hidemasa Morita entraram (23) para o top-5. Já em termos de golos, Trincão juntou-se a Viktor Gyökeres e Liedson como um dos melhores marcadores de sempre dos Leões na liga milionária, todos com seis, seguidos de perto pelos cinco de Luis Suárez – todos apontados nesta edição – e Pedro Gonçalves, ambos igualados com Nani.

O ponto final no trajecto chegou na passada quarta-feira, em Londres, num inglório nulo com o Arsenal FC, que levou a melhor graças à diferença mínima trazida de Alvalade (0-1). Foi a terceira deslocação consecutiva ao Emirates Stadium em que o Sporting CP sai com um empate, mas desta vez o sabor foi bem diferente ao de 2022/2023, quando o empate no tempo regulamentar (1-1) só se resolveu nos penáltis (3-5) e deu aos Leões um lugar nos ‘quartos’ da UEFA Europa League. A única derrota Leonina no reduto dos gunners continua a ser o 3-0 na Taça das Cidades com Feira de 1969/1970.

Curiosamente, a nível defensivo, esta visita a Londres foi o primeiro jogo fora desta edição da Champions em que o Sporting CP não sofreu qualquer golo e, por seu turno, o primeiro duelo europeu que o Arsenal FC não venceu no Emirates Stadium – continua sem derrotas nesta edição.

Neste jogo de despedida da Champions, tal como na primeira mão, a diferença foi mínima entre as duas equipas em termos estatísticos. Houve um remate enquadrado em cada baliza e registo igual em bolas no ferro, embora em golos esperados (xG) o Arsenal FC tivesse melhor desempenho (1,12-0,52). Caso praticamente inverso ao da primeira mão, onde o Sporting CP teve mais um remate à baliza que o adversário (5-4) e, segundo os números, foram também ocasiões mais claras (1,22-0,37 em xG). Uma eliminatória de detalhes e decidida, também, nessa ínfima margem.

O apuramento para as meias-finais da UEFA Champions League, que nunca estiveram tão perto, seria uma página inédita na História do Clube.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Merecíamos mais"

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Técnico realçou "orgulho" no trajecto europeu após a eliminação

No final do encontro com o Arsenal FC que ditou o fim da caminhada do Sporting CP na UEFA Champions League, Rui Borges, técnico dos Leões, fez a análise do nulo da segunda mão dos quartos-de-final, em conferência de imprensa, onde fez também um balanço “muito positivo” do percurso feito.

Análise global à eliminatória
"A palavra orgulho é a certa para falar da equipa. Por tudo o que fizemos nestes dois jogos, acho que merecíamos mais, pelo menos disputar o prolongamento, hoje. Tanto num jogo como no outro, as melhores oportunidades são do Sporting CP. O carácter e personalidade que tivemos de nos batermos com uma das melhores equipas da Europa foi fantástico. A palavra orgulho é certa para falar deste grupo e da demonstração de caráter, força e qualidade que têm demonstrado em toda a época. Claro que hoje tem mais impacto por ser Champions, mas mostrámos que também somos os melhores".

Sobre o possível penálti sobre Maxi Araújo
“Não vou falar disso porque seria desvalorizar o que fizemos ao longo do jogo, a nossa capacidade e qualidade.”

Estratégia cumprida
“Em termos estratégicos, a equipa esteve fantástica. Tivemos as melhores oportunidades e o Arsenal FC não criou assim tantas oportunidades, tanto hoje como em Alvalade. E com bola era tentar não deixar partir o jogo, entrar no meio-campo do Arsenal FC e ter ataques organizados para o desgastar. Nós somos uma equipa que gosta de ter bola, com jogo ofensivo e não fugimos a isso. Mostrámos a nossa ideia, carácter e personalidade, e isso orgulha-me muito.”

Sobre a ambição demonstrada
“Fomos muito ambiciosos nos dois jogos, as melhores oportunidades foram do Sporting CP. Isso mostra a ambição e qualidade colectiva e individual. Fomos corajosos e comprometidos, estamos a jogar Champions.”

Dérbi em perspectiva com o SL Benfica
“Agora, vamos pensar no próximo. É recuperar, respirar e pensar nisso com calma. O SL Benfica está mais fresco porque joga de semana a semana, mas vamos com o nosso espírito, ambição e com os nossos adeptos. A energia deles será muito importante e faço esse apelo desde já, para domingo estarem como têm estado ao nível da equipa.”

Sensações após o desfecho inglório
“Não pode existir frustração, mas sim orgulho pelos dois grandes jogos que conseguimos fazer contra uma das melhores equipas da Europa. Se queremos estar entre os melhores da Europa, temos de conseguir dar resposta a esta exigência de três em três dias. Tem de nos alavancar para os próximos jogos. Não podemos baixar o nível. Tem de servir de motivação, nunca como frustração”

Dificuldades para marcar e chaves da consistência defensiva
“O Arsenal FC tem uma das melhores linhas defensiva da Europa, com centrais fortíssimos e rápidos. Fisicamente não somos uma equipa forte em duelos, gostamos de jogo apoiado e alguns momentos de transição. Era importante conseguir instalar-nos e ficar com bola, ataques demorados, sem deixar partir o jogo. Em termos defensivos, não deixámos o Arsenal FC criar. Estivemos muito compactos, concentrados e rigorosos. A equipa esteve fantástica".

Balanço da campanha europeia
“Muito positivo. Marcámos a História do Sporting CP e podemos olhar para trás orgulhosos. Temos de olhar de forma positiva e pensar que é o início de um sonho, do crescimento do Clube para que cada vez mais olhem para o Sporting CP de maneira diferente. O sentimento é de orgulho, mas ainda temos um longo caminho para percorrer e que seja sempre crescente.”

Momento de forma de Pedro Gonçalves
“Fez um bom jogo e a equipa até caiu quando ele saiu. Está à procura da melhor forma, mas não deixa de ser importante. É um jogador importante e os números dele falam por si.”

Faltou sorte?
“A sorte ou azar, não ligo muito a isso. A sorte dá muito trabalho. Digo que podíamos ter sido mais eficazes. Sorte é trabalho, competência e tentamos ter sempre muita."

Foto José Lorvão

Francisco Trincão: "Orgulho no grupo, no staff e nos adeptos"

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Reacção do extremo ao jogo no Emirates Stadium

Após o jogo com o Arsenal FC, Francisco Trincão reagiu à eliminação da UEFA Champions League na zona mista do Emirates Stadium.

Sentimento após o desfecho da eliminatória
“Orgulho no grupo, no staff e nos adeptos. Queríamos mais, acreditávamos que podíamos fazer mais, mas orgulhosos.”

Balanço das duas mãos disputadas
“[Frustração?] Um bocadinho, porque ao longo dos dois jogos percebemos que podíamos ser capazes. Conseguimos criar as nossas oportunidades e dividir o jogo. Podia ter dado tanto para um lado como para o outro, mas acima de tudo temos orgulho no que fizemos e agora temos de pensar já no que vem.”

Impacto da eliminação
“A minha mãe costuma dizer que o futebol é assim, tanto para o bom como para o mau e daqui a três dias temos outro jogo. Temos de estar focado no próximo e prepará-lo da melhor forma.”

Jogo 200 pelo Sporting CP
“Feliz, é um orgulho enorme fazer 200 jogos pelo Sporting CP, o meu clube.”

Crença no Tricampeonato
“É para isso que aqui estamos, vamos lutar até ao fim. Enquanto for possível, vamos acreditar e fazer o nosso [trabalho].”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Fim amargo à histórica caminhada na UEFA Champions League

Por Sporting CP
15 Abr, 2026

Leão mostrou os dentes ao Arsenal FC mas não chegou para sorrir (0-0)

Acabou, em Londres, a mais entusiasmante das caminhadas a verde e branco na UEFA Champions League. Era preciso um golo para, pelo menos, anular a desvantagem trazida de Alvalade (0-1), mas, no Emirates Stadium, a equipa principal de futebol do Sporting CP empatou 0-0 com o Arsenal FC, esta quarta-feira à noite, no jogo da segunda mão dos quartos-de-final e, por isso, acabou eliminada (0-1 no agregado).

Um golo que até esteve muito perto, porque Geny Catamo acertou no poste em cima do intervalo e João Simões, já no último suspiro, teve uma derradeira oportunidade. Ainda assim, a personalizada exibição verde e branca em casa do líder da Premier League não foi suficiente para impor a primeira derrota europeia dos ingleses e relançar o sonho de uma passagem inédita às ‘meias’. A diferença foi mínima e fez toda a diferença.

Para este jogo decisivo, frente a um Arsenal FC com três derrotas nos anteriores quatro jogos e em busca de atingir as meias-finais europeias pela segunda época seguida, Rui Borges lançou com ‘onze’ com três mudanças relativamente ao utilizado na Amadora: Ousmane Diomande e Gonçalo Inácio voltaram ao eixo defensivo, Eduardo Quaresma foi deslocado para a lateral-direita de forma a suprir e ausência já conhecida de Iván Fresneda (limitado fisicamente), enquanto no meio-campo Daniel Bragança deu lugar ao regresso de Hidemasa Morita à titularidade. Já face à primeira mão, a grande novidade foi o regresso do capitão Morten Hjulmand após suspensão.

Os londrinos, desta vez sem Martin Ødegaard e Riccardo Calafiori mas com aposta de início em Piero Hincapié, Christian Mosquera e Gabriel Martinelli, entraram com uma intensidade sufocante, mas o Sporting CP, além de ter evitado qualquer ameaça real, soube esfriar esse ímpeto assumindo posses mais longas. Depois, chegou a primeira amostra no ataque, um ‘disparo’ de Luis Suárez forte e ao lado, embora tenha partido em fora-de-jogo.

Com tudo reequilibrado, foram as imprecisões defensivas a abrir espaço para oportunidades e as duas equipas foram trocando golpes sucessivamente, tornando o jogo cada vez mais aberto. Embora em boa posição, nem Francisco Trincão, nem Viktor Gyökeres deram a melhor direcção aos seus remates e, depois, Geny Catamo só não conseguiu contra-atacar após um livre – com o meio-campo adversário deserto – porque a recuperação defensiva de Martinelli foi rapidíssima. E providencial foi, também, Inácio ao bloquear, já na pequena área, o que parecia um golo certo de Gyökeres.

Já a resposta dos Leões, que se continuaram a mostrar muito equilibrados em campo, foi novamente destemida e, desta vez, podia mesmo ter valido para desequilibrar o marcador – e empatar a eliminatória – mesmo em cima do intervalo. Só não foi assim porque o poste estava lá para 'salvar' a defesa menos batida da Champions. Maxi Araújo cruzou para o segundo poste e Geny Catamo, que tinha iniciado a jogada, apareceu vindo de trás e, de primeira, chutou cruzado e viu a bola acertar caprichosamente no ferro.

Antes disso, Pedro Gonçalves já tivera duas ocasiões soberanas para definir, mas rematou muito por cima na primeira e, depois, não aproveitou um mau passe do guarda-redes David Raya ao falhar a entrega rápida para Trincão, isolado. Foi com travo amargo que acabou a primeira parte, sem golos, mas ao mesmo tempo ficou demonstrado que havia motivos para acreditar na reviravolta.

Uma crença a que os mais de três mil Sportinguistas nas bancadas de um Emirates Stadium esgotado foram constantemente dando voz e a equipa, logo no reatamento, deu mais um sinal nesse sentido. Maxi pisou a área dos gunners, flectiu para dentro e rematou cruzado e desenquadrado, mas por pouco.

O Arsenal FC, já há algum tempo sem ameaçar, teve numa tentativa de meia-distância de Eberechi Eze uma primeira reacção, embora aparentemente controlada por Rui Silva. Ainda assim, o actual líder do campeonato inglês – já com Kai Havertz no lugar de Gyökeres - ganhou novo ânimo, voltou à carga como no arranque da partida e deixou um aviso mais sério: Noni Madueke foi da direita para a esquerda e disparou à malha lateral.

Novamente, o Sporting CP não se deixou intimidar. Prova disso foi a forma como voltou a tomar conta da bola e a aproximar-se da baliza de Raya, numa das quais, aos 65 minutos, Maxi queixou-se de ter sido empurrado nas costas dentro da área. Pouco depois, Rui Borges mexeu para tentar dar outra imprevisibilidade ao jogo verde e branco com as entradas de Geovany Quenda e Daniel Bragança, juntando-se João Simões, breves instantes a seguir.

Mesmo com tudo na mesma no jogo e na eliminatória, o Arsenal FC momentaneamente ainda sentiu alguma intranquilidade, porém aproveitou que o jogo entrou numa de ‘pára-arranca’ constante – muitos duelos e faltas - para manter tudo sob controlo. Aos Leões começou a faltar a energia e as soluções para sair dessa ‘teia’, da qual não saíram praticamente até final.

Além disso, os gunners ameaçaram como nunca o golo. Leandro Trossard, esquecido ao segundo poste num canto, cabeceou ao poste e, depois, o recém-entrado Gabriel Jesus entrou na área e finalizou para a malha lateral.

Mesmo assim, o Sporting CP movido sobretudo pela sua crença conseguiu uma última chance, que acabou por dar um final mais dramático a esta caminhada histórica na UEFA Champions League. No tudo por tudo, quando os quatro minutos de compensação estavam a acabar, um lançamento longo de Quenda para a área sobrou, em zona frontal, para João Simões, que rematou rasteiro e a bola acabou por sair muito perto do poste, porém ao lado. Os Leões caíram em Londres de forma inglória, mas de pé.

Terminada a prestação europeia em 2025/2026, o Sporting CP regressa a casa e volta às contas da Liga com mais um jogo muito importante. No domingo (18h00), o Estádio José Alvalade acolhe o dérbi com o SL Benfica.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma (Georgios Vagiannidis, 85’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (João Simões, 77’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 71’), Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 71’), Francisco Trincão (Rafael Nel, 85’), Luis Suárez

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