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Opinião

Época nova, vida nova

Por Pedro Almeida Cabral
03 Set, 2020

(...) Como sempre, derrotas moem, empates preocupam e vitórias animam. Mesmo a feijões, o Sporting Clube de Portugal só pode jogar para ganhar

No futebol, o ano não muda em Dezembro. Cada vez que acaba uma época, algures em Maio, é que começa um novo ano. Discutem-se reforços, contratações, dispensas, preparações, estágios, estratégias e tácticas. Os jogos de pré-época, não sendo determinantes, são seguidos atentamente. E já se sabe que, mesmo que não contem para o ‘totobola’, são indício válido de como jogará a equipa e do seu espírito competitivo. Como sempre, derrotas moem, empates preocupam e vitórias animam. Mesmo a feijões, o Sporting Clube de Portugal só pode jogar para ganhar.

Neste ano atípico, quando o campeonato já devia ter começado, ainda estamos na pré-época. Até agora, nos dois jogos que foram mais que um treino, duas vitórias seguidas contra o Portimonense SC e a Belenenses SAD.

Contra o Portimonense SC valeu o triunfo, numa reviravolta com algumas rotinas a sobressaírem. Foi notória a falta de destreza no ataque, com a construção do perigo a esfumar-se antes de chegarmos à grande área adversária. Destaque para a lateral-esquerda, com Nuno Mendes a revelar qualidade em todo o corredor, prometendo muito, combinando bem com Pedro Gonçalves, que esteve mais à esquerda, mas que até tem apetência natural pelo centro do terreno. Tiago Tomás carimbou a vitória não desperdiçando o primeiro remate que fez no jogo, como convém a com um ponta-de-lança moderno.

Mais revelador foi o embate com a Belenenses SAD, com vitória por 3-1. Houve Nuno Mendes e Pedro Gonçalves no nível superlativo do jogo anterior. Adán mostrou boa leitura de jogo e Šporar não desperdiçou o terceiro golo. Também o jovem Gonçalo Inácio deslumbrou com os seus passes longos e Daniel Bragança confirmou o seu apurado posicionamento, que lhe permite fazer boas recuperações. Merece todo o destaque Tiago Tomás, com uma assistência e um golo. Apesar da tenra idade, parece mostrar frieza suficiente para marcar abundantemente. Quanto ao colectivo, é certo que o adversário era acessível, mas também se diga que houve mais acutilância ofensiva, com um melhor jogo sem bola, sendo evidente o dedo de Amorim no jogo subido e no ataque móvel de Jovane Cabral e Tiago Tomás.

Faltará ainda compor o plantel com mais um central, essencial para o esquema táctico de Amorim, e um extremo, para dar mais profundidade ao ataque. Veremos o que sucede e como correm os próximos jogos de preparação. Até agora, a época nova parece mesmo trazer uma vida nova que promete.

Época 2020/2021: primeiras impressões

Por Tito Arantes Fontes
03 Set, 2020

Parece-nos que temos um conjunto de jogadores mais equilibrado, com muito jovem talento e com alguns jogadores de indiscutível valia, experiência e maturidade

Começou a pré-época referente à temporada de 2020/2021. Assistimos – pela televisão, bem entendido – aos dois jogos que fizemos no Algarve (Portimonense SC e Belenenses SAD). Foram ambos partidas típicas desta fase de construção de uma equipa. Muitas substituições nos dois jogos (sensivelmente a meio da segunda parte foram simultaneamente efectuadas dez substituições, ou seja, a quase totalidade dos atletas, permitindo – porque nos dois jogos os onze iniciais foram “trocados” – observar todos os jogadores que actuaram num total de 90 minutos cada, critério que também se aplicou aos guarda-redes, ainda que com troca no intervalo dos jogos).

Confirmámos a valia dos nossos jovens talentos. São mesmo talentos! Tiago Tomás faz-me lembrar o nosso eterno Liedson... Nuno Mendes é indiscutivelmente jogador de valia internacional... e vimos dois novos talentos a aparecerem: Gonçalo Inácio (que presença na área e que “passe a 40 metros”!) e Daniel Bragança (melhor jogador da Segunda Liga no ano passado, respira qualidade na posição, na postura em campo e no “toque de bola”... não foge no “miolo do campo” e entrega-se à luta... precisa só de “ganhar corpo”... e isso, como se sabe, é possível!). E confirmámos também a qualidade do ‘Pote’ (Pedro Gonçalves, um talento natural que se sente em cada pormenor), do Nuno Santos (um Capel de cabeça levantada), do Antunes (que vontade de mostrar!), do Porro (empenho), do Feddal (maturidade e experiência de uma grande Liga como a espanhola) e do próprio Adán. Parece-nos que temos um conjunto de jogadores mais equilibrado, com muito jovem talento e com alguns jogadores de indiscutível valia, experiência e maturidade. Com mais algum toque... tenhamos esperança que ainda consigamos mais algum reforço que seja mesmo ‘reforço’!

Infelizmente, a arbitragem nacional já fez das suas... como que a anunciar que connosco esta época vai ser como sempre... a vontade de prejudicar o Sporting Clube de Portugal é manifesta... desta feita um inacreditável pontapé de penálti marcado contra nós numa farsa merecedora de cartão amarelo ao jogador do Portimonense SC (do qual tivemos de recuperar, para ganhar com mérito e categoria o jogo) e um cartão amarelo no jogo com a Belenenses SAD ao Porro, que não fez “farsa” nenhuma... como manifestamente se viu... enfim... arbitragem nacional... o costume, sem emenda e sem perdão!

Noutras bandas, segue o folclore do costume... depois do ridículo “encavinanço”, andam agora atrás de jogadores que não querem vir para Portugal... e de outros da segunda divisão espanhola... com 16 golos marcados na última época, cinco dos quais de penálti... gastando o maior valor de sempre do futebol português num jogador... parece comédia e da má... problema deles e dos mais de 100 milhões que este ano esbanjam... já vejo no hor izonte mais uma “operação coração” travestida de fantástico e heróico empréstimo obrigacionista... ou seja, mais dívida!

Façamos o nosso trabalho! Façamos a reconstrução da nossa equipa de futebol!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

Virar de página...

Por André Bernardo
20 Ago, 2020

O objectivo cada ano é, e será sempre, melhorar relativamente ao ano anterior e entrar em cada jogo para ganhar

… aos últimos 38 anos no futebol é o que todos os Sportinguistas querem e, obviamente, no imediato, ao quarto lugar da época passada. 

A questão de sempre é: como?

Podemos alterar somente a capa do livro e persistir em tentar escrever direito por linhas tortas ou então alterar o paradigma e iniciar um novo capítulo com páginas de linhas direitas. 

LINHAS DIREITAS
A pré-época de 2020/2021 vai arrancar no futebol com nove jogadores da formação com uma média de idades inferior a 21 anos. No total do plantel a massa salarial será aproximadamente 18 M€/ano menor relativamente a Setembro de 2018. O ano de 2020 marcará também o regresso da equipa B, após a desistência de há duas épocas em consequência da despromoção para o terceiro escalão do futebol português.  

Foi assim que há dois anos nos propusemos, entre outras coisas, a iniciar um novo capítulo com base na formação (não apenas no futebol), calibrado por contratações dentro dos limites que permitam ao Clube assegurar competitividade mantendo uma estrutura de custos sustentável a médio e longo prazo. A dose que equilibra o modelo pode variar ao longo do tempo e conforme o contexto, mas o modelo não só está definido, como está a ser executado.

E dois anos passados estamos mais perto do rumo que definimos e de ter as linhas direitas.

ESCREVER DIREITO
Linhas direitas é a base para escrever direito, mas não o garante por si só. Tal como o volume de investimento é uma condição necessária para assegurar competitividade com os nossos rivais, embora não suficiente. As evidências mostram com clareza que existe um denominador comum entre os clubes que lideram as principais ligas europeias e que é o fosso financeiro que separa estes clubes versus os seus rivais. Depois há quem invista de forma mais eficiente que os demais.

No que diz respeito ao investimento do Sporting CP nas últimas três janelas de transferências, até porque mais uma vez a criatividade prolifera, gastámos 31,3 M€ em 11 contratações, mais 7,5 M€ por Vietto (no âmbito do acordo por Gelson de 22,5M€*).O Clube registou 80 saídas de jogadores (algumas são renovações), 38 definitivas e 42 temporárias.

Estratégia fundamental para a já referida redução dos custos estruturais com a massa salarial.

No mercado de Inverno de 2018/2019 saíram 28 jogadores, dez definitivamente, 18 temporariamente, e entraram sete jogadores pelo valor de 12,3 M€

No mercado de Verão de 2019/2020 contrataram-se cinco jogadores (incluindo Neto a custo zero e Vietto) pelo valor de 20,5 M€ (13 + 7,5), e entraram mais três jogadores por empréstimo. Saíram 46 no total, 27 de forma definitiva e 19 temporariamente.

No último mercado de Inverno contratou-se apenas Šporar por 6 M€, vendeu-se Bruno Fernandes e emprestámos cinco jogadores.

As análises não devem ser estritamente resultadistas, mas, em resumo das duas épocas pós-invasão a Alcochete, o Sporting CP ganhou no futebol a Taça da Liga e a Taça de Portugal no mesmo ano, feito inédito e que selou a melhor época dos últimos 17 anos e obteve um terceiro e quarto lugares de classificação na Liga NOS. 

O objectivo cada ano é, e será sempre, melhorar relativamente ao ano anterior e entrar em cada jogo para ganhar. E, portanto, na última época queríamos ter escrito mais direito nas linhas ainda tortas. Porém, demos passos fundamentais para endireitar as linhas com a subida de jovens talentos da formação à equipa sénior, a contratação de um treinador e de avanços positivos na consolidação financeira. Quanto ao último, a recuperação de credibilidade financeira está a ser crucial em momento pandémico e crítica na abordagem ao actual mercado de transferências, muito atípico.

ARRANCAR PÁGINAS 
Não podemos arrancar as páginas dos últimos 18 anos, nem as de Alcochete em 2018, nem as da COVID-19. Na minha opinião nem devemos. É preciso olhar para elas com boa memória para nos relembrar dos resultados que, por razões diversas, essas narrativas trouxeram, e do contexto e condicionantes que continuamos a enfrentar. 

Apesar disso, e da ausência na Champions League, já conseguimos contratar os principais targets que tínhamos definido, mantendo-nos em cumprimento com o fair play financeiro

A credibilidade demora muito a construir, mas muito pouco a ser destruída.

ÉPOCA NOVA, NOVA PÁGINA
Iniciamos a pré-epoca com os seguintes jogadores made in Sporting CP: Joelson Fernandes (17 anos), Tiago Tomás (18), Nuno Mendes (18), Gonçalo Inácio (18), Eduardo Quaresma (18), Daniel Bragança (21*), Rodrigo Fernandes (19), Luís Maximiano (21), Jovane Cabral (22).

E contamos com as seguintes novas inclusões: Pedro Porro (20), Antunes (33), Pedro Gonçalves (22), Feddal (30). 

To be continued

 

Editorial da edição n.º 3783 do Jornal Sporting


* correcção à edição impresa e digital do Jornal Sporting onde foi publicado o valor de 30M e a idade de 18 anos. Por estes lapsos, aqui rectificados, as nossas desculpas.

Recomeços

Por Miguel Braga*
20 Ago, 2020

Será uma época onde o Esforço, a Devoção e a Dedicação de cada um serão fundamentais e cruciais para atingirmos a desejada Glória colectiva

Os inícios de época são alturas de esperança, de acreditar, de crença. Que vamos conseguir mais e melhor, levando o Clube e os sonhos dos Sócios, adeptos, jogadores, staff e direcção ao porto desejado.

A época que começa, nas várias modalidades, é uma época atípica, diferente daquilo que todos nós já vivemos: a incerteza relativamente à presença do público nos estádios e pavilhões, o receio de um mercado de transferências peculiar, a ameaça de uma pandemia que parou o país e o Mundo e que nos deixa desconfiados do dia de amanhã.

É neste contexto que as várias equipas do Sporting Clube de Portugal se preparam para o futuro que aí vem. Com a certeza de que, mais do que nunca, esta será uma época onde o Esforço, a Devoção e a Dedicação de cada um serão fundamentais e cruciais para atingirmos a desejada Glória colectiva. Este é o caminho que todos, Sócios, adeptos, jogadores, staff, dirigentes e colaboradores do Clube têm de percorrer.

Esta semana regressaram os trabalhos à Academia Sporting com a esperança renovada em atingir os objectivos que a estrutura se propõe a conquistar. Temos a experiência de jogadores internacionais consagrados, a irreverência da juventude da nossa formação e a chegada de reforços com ambição e qualidade que nos permitem sonhar com uma época que recoloque o Sporting CP no lugar que merece. Temos também um treinador ambicioso, conhecedor do futebol nacional e com uma ideia clara do que quer dentro de campo. Esta combinação só nos pode encher de uma esperança verde e branca, desejosos que a bola volte a rolar, idealmente e se as autoridades o permitirem, com público nas bancadas a apoiar a armada de Rúben Amorim.

Esta semana que passou, o Estádio José Alvalade foi também palco de uma meia-final da Liga dos Campeões e a nossa Academia foi a arena onde o Paris Saint-Germain se treinou para alcançar pela primeira vez na sua história a presença na final da prova principal do continente europeu. Mais uma vez, o trabalho não visível de uma larga equipa Leonina (e não só) permitiu a realização da competição. A todos os envolvidos, os meus parabéns.

* Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

O Fábio, um amanhã de esperança

Por Juvenal Carvalho
20 Ago, 2020

Este menino será apenas um dos muitos que nunca nos viram ganhar um campeonato nacional de futebol, mas que são incondicionalmente Sportinguistas

Sou, comum dos mortais, alguém que amando incondicionalmente o Sporting Clube de Portugal, tem momentos nos quais não consegue reagir sem tristeza aos hiatos de tempo em que não conseguimos conquistar títulos na modalidade que mais peso tem no nosso Clube, que é obviamente o futebol.

Passei os 50 anos, e apesar de ter apenas ideia de ter ganho cinco campeonatos na minha existência, sendo até em 1974 ainda muito criança, alguém que nunca se demoveu, que nunca desistiu, que acima de tudo consegue viver o Sporting CP acima das vitórias do futebol, que apesar de estarem muito aquém das que gostaria de ter, procura ter sempre uma inabalável esperança a cada começo de época.

E este ano, ou no começo da nova época, como preferirem, e naquele que é o maior período sem conquistar um campeonato nacional na nossa história, estranhamente fui marcado por um episódio que achei diferente, e que a mim, apesar de homem de poucas crenças, me deu um alento, e como se diz na gíria, uma grande fezada.

Numa esplanada na cidade do Porto, onde bebia um café, estava sentado um senhor numa mesa ao lado, quando de repente apareceu uma criança equipada ‘à Sporting’, que aos gritos disse ao avô, vinda de jogar à bola, que tinha marcado muitos golos que dedicou ao Šporar, ao Wendel, ao Coates e ao Matheus Nunes.

Aquele menino era o Fábio, a quem me apresentei, mostrando-lhe o meu cartão de Sócio que lhe fez brilhar os olhos. Estabeleci ali desde logo uma animada e Leonina conversa com ele, dizendo-lhe que também eu vivia assim como ele o Sporting CP desde menino. Ele, nascido na cidade do Porto, e com pais portistas e o avô, um ‘velho Leão’, a quem ele seguiu as pisadas, mostrou um fervor pelo Clube, que os tenros oito anos de idade não o demovem de não ter visto ainda o Sporting CP ganhar um campeonato. Este é dos que deveria dar lições a muitos adultos na arte de amar o Clube.

Este menino, o Fábio, será apenas um dos muitos meninos que nunca nos viram ganhar um campeonato nacional de futebol, mas que de Norte a Sul, bem como nas ilhas e ainda espalhados pelo mundo, são incondicionalmente Sportinguistas.

Dirão os que não sabem o que é vivenciar o Sporting CP, que estranho é este fenómeno de sermos menos ganhadores e ainda arrastarmos tantos jovens. Pois é, mesmo tendo perdido algumas gerações de jovens, porque quem ganha capta mais, uma certeza tenho. Enquanto houverem “Fábios”, o Sporting Clube de Portugal não morrerá.

Aos profissionais do Sporting Clube de Portugal, que iniciaram agora a época 2020/2021, um humilde pedido. Façam o Fábio feliz. Porque com ele feliz, todo o universo Leonino o ficará.

Lutem por cada bola como se fosse a última. Queremos ter amanhãs de esperança. Isso está nos vossos pés!

Ouro verde

Por Pedro Almeida Cabral
20 Ago, 2020

Quem viu, como eu, não esquece a extraordinária corrida de Carlos Lopes

Há poucos dias, a 12 de Agosto, celebraram-se os 36 anos da conquista da primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos para Portugal. Carlos Lopes, Sportinguista emérito, foi quem ganhou a prova mais importante do atletismo olímpico, que se disputa em último lugar. Não é uma efeméride qualquer. Quem viu, como eu, não esquece a extraordinária corrida de Carlos Lopes e de como encheu de alegria um país inteiro.

Carlos Lopes, atleta Sportinguista desde os 20 anos, foi um diamante laboriosamente lapidado pelas mãos do Professor Moniz Pereira. O nosso visionário e multifacetado treinador de atletismo, que introduziu os treinos bidiários e tantas outras inovações, foi um dos artífices do olimpismo Sportinguista.

Não é muito conhecida a história de superação de Carlos Lopes entre 1976, quando conquistou a medalha de prata nos 10.000 metros nos Jogos Olímpicos de Montreal, melhorando o seu recorde pessoal em 45 segundos, e 1984, ano do ouro olímpico. Durante estes oito anos, o seu caminho foi irregular. E, na verdade, Carlos Lopes, só começou a correr a maratona em 1982, não tendo sequer acabado a primeira prova em que participou. Teve um resultado animador em 1983, terminando em segundo lugar na Maratona de Roterdão. Tornou a correr os 10.000 metros, mas sem glória. Em 1984, optou finalmente pela maratona e uma preparação meticulosa de Moniz Pereira aliada às extraordinárias capacidades atléticas de Carlos Lopes fizeram o resto. Foi até a primeira maratona ganha por Carlos Lopes e ainda hoje é a maratona olímpica ganha pelo atleta masculino mais velho, com 37 anos.

Se há medalha olímpica que tem sabor a Sporting CP é esta. Porque seria impossível conquistá-la sem um percurso no Sporting CP que preparou, endureceu e guiou Carlos Lopes para a vitória. Não por acaso, Carlos Lopes sempre partilhou o feito com Moniz Pereira.

Para mim, há 36 anos foi a noite em que me fechei com o meu pai em frente a uma pequena televisão a preto e branco e na qual vimos os dois até às tantas da manhã a corrida interminável. Cabeceando com sono, despertei com os gritos do meu pai aos 35 km, quando Carlos Lopes desferiu o seu afamado ataque final que lhe valeu o ouro, fixando o recorde olímpico por 24 anos. Do alto dos meus quase sete anos, foi a noite mais longa até então, mas também a mais inesquecível. Afinal, já deambulava por Alvalade e sabia bem que aquele ouro era também verde.

Época 2020/2021

Por Tito Arantes Fontes
20 Ago, 2020

Especial esperança no “Pote”, (...) que foi o melhor jogador do FC Famalicão na fantástica época que fez

Começa a ganhar forma a nova época de 2020/2021! Começamos a ver os “rearranjos” nos plantéis das várias equipas. Percebemos as enormes dificuldades que a esmagadora maioria dos clubes de futebol têm em todo o mundo. A título de exemplo, mesmo aqui ao lado, em Espanha, o Valencia CF está numa visível e publicitada crise financeira... sem dinheiro, com salários em atraso... e é bom lembrar que há um ano atrás parecia nadar em dinheiro... por exemplo, comprou-nos o Thierry Correia por 12 milhões de euros!

É assim o mundo do futebol... volátil... não perdoando “megalómanos” nem apostas de “all in”!

Do nosso lado, temos a gestão prudente que se impõe como a mais adequada ao momento actual do mundo, da Europa, de Portugal e do nosso Clube! Contratações cirúrgicas que esperemos que se concretizem e que desejamos que se confirmem em desempenhos superiores no rectângulo de jogo!

Especial esperança no “Pote”, hoje anunciado, e que foi o melhor jogador do FC Famalicão na fantástica época que fez na temporada que agora terminou.

Do outro lado da Segunda Circular – com o inenarrável folclore patrocinado pelo “pravda” e seus sequazes – continua o “pornográfico festim”... ah, é verdade... naquelas bandas há mesmo quem precise muito de ganhar eleições! Recordemos que só jogam 11 de cada lado... e que 11 “estrelas reformadas” não fazem uma equipa... e uma equipa coesa, forte e unida é o que queremos que o Sporting CP tenha!

Última nota: ouvi ontem, segunda-feira, dia 17, na TSF, a primeira entrevista que Jorge Sousa deu depois de ter terminado a sua carreira de árbitro. Fiquei elucidado. Homem inteligente. Melífluo, palavroso, com domínio do verbo e dos “lugares comuns”... que só fala do que quer, quando quer, que não “individualiza”, mas que “personaliza” quando lhe dá jeito... homem deslumbrado que se julga “só” o melhor árbitro português enquanto “apitou”. Homem que não foi capaz de reconhecer o seu ódio ao Sporting CP e muito especialmente ao Bruno Fernandes (lembrar, só a título de exemplo, o massacre a que foi sujeito nesta última época no Bessa... debaixo do beneplácito e complacência deste Jorge Sousa... que acabou mesmo – qual algoz – por expulsar a sua própria vítima)! Fiquei com a profunda convicção que o mal que nos fez foi feito com dolo! Infelizmente para ele. Estejamos atentos... ele anunciou que vai continuar ligado ao mundo da arbitragem... ao lado de “lucílios e quejandos”!!!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!!

Polígrafo Sporting CP

Por André Bernardo
06 Ago, 2020

Os Sócios têm agora uma oportunidade que nunca tiveram: a de decidir uma vez para decidirem todos sempre

“Sporting pondera vender a maioria da SAD”. Poderia ter iniciado este editorial com este título. O impacto mediático teria sido muito superior e estaria a circular à velocidade da luz pelos media e internet. A técnica de colocar um título chamativo é antiga, mas nos dias de hoje ganhou uma nova dimensão devido à escala, celeridade e capilaridade com que se consegue veicular a informação devido à nova era digital. E com ela veio o fenómeno das fake news e o clickbait*.

“Já ouviram as notícias, agora vamos contar-lhes a verdade”. É a frase que dá início a todas as edições do programa “Intermédio” da Antena 3, canal televisivo da nossa vizinha Espanha e lembrei-me da mesma a propósito de várias notícias recentes relativamente ao Sporting CP.

Façamos então um “polígrafo Sporting CP”.

Maioria da SAD. Em primeiro lugar, há que esclarecer que esta Direcção do Sporting CP não pondera vender a maioria da SAD. Considera sim que uma decisão desta natureza, como outras, deve ser decidida por todos os Sócios. Podem ser 10, 80, 100, 500 os Sócios a decidir por toda a restante maioria de Sócios o futuro do Clube ou podem ser todos os Sócios (elegíveis para tal). Há vários temas importantes a rever nos estatutos, mas o i-voting é o mais prioritário porque é o que permite a decisão por parte de todos os Sócios relativamente aos demais.

I-voting não é seguro. É seguro e, sem dúvida alguma, mais robusto que a contagem manual de votos. Acresce que o processo é conduzido por uma empresa externa independente. Aliás, o método é o mesmo que o do voto electrónico que já existe no Sporting CP, mas sem exigir a presença física do Sócio. O que significa que o mesmo tem que se autenticar. Como é feito isto? O Sócio conseguirá aceder à plataforma para votar com um processo de autenticação em quatro parâmetros, tendo que colocar: 1) número de Sócio + 5 dígitos do cartão, 2) número de contribuinte, 3) Username, 4) PIN.

O username e o PIN são enviados ao Sócio em momentos distintos, através de canais separados, precisamente por motivos de segurança. O i-voting é já amplamente utilizado por várias instituições a nível mundial e inclusive governos como o caso conhecido da Estónia (ver artigo nas páginas 18 e 19).

Os Sócios têm agora uma oportunidade que nunca tiveram: a de decidir uma vez para decidirem todos sempre. A alternativa é deixar que uma minoria que pode deslocar-se fisicamente para votar decida por eles. Como sempre, os Sócios decidem. 

Siniša Mihajlović. O Sporting CP pagou a Mihajlović 3 M€. Do valor em causa, entregou 0,75 M€ ao fisco, correspondentes a impostos obrigatórios. O treinador considera que deveria ter recebido os 3 M€ líquidos, sem a dedução, e abriu um processo de execução no Tribunal de Lausanne, exigindo penhora de valores futuros que o Sporting CP tenha a receber da UEFA. O Tribunal ainda não tomou decisão relativamente ao processo por não ter efectuado a respectiva avaliação. O que o Tribunal decidiu foi manter essa penhora até avaliar o fundo da questão, mas apenas isso. Nós mantemos a nossa posição: o pagamento efectuado é integral.

Valor do Plantel. Em termos de balanço, um jogador da formação é contabilizado a zero (ou a custos de renovação). Um jogador contratado é contabilizado ao valor de compra acrescido de custos. Nenhum deles representa o valor de mercado. Um jogador vale aquilo que o Clube comprador paga por ele em determinado momento.

Para efeitos de exemplo, Thierry Correia, por ser da formação, tinha valor no balanço de 44.300 €, e o seu passe foi vendido por 12 M€.

Raphinha, à data da sua venda, tinha um valor contabilístico de 5,2 M€ e no Transfermarkt valia 8 M€, menos 13 M€ do que aquilo por que foi vendido. E hoje, na mesma plataforma, está avaliado em 16 M€, isto é, 5 M€ abaixo do valor de venda.

Ou seja, todos os jogadores da formação que hoje subiram ao plantel principal têm valor de balanço zero, os contratados o valor de contratação (e, como tal, quanto menor o valor da compra, menor o valor). No Transfermarkt basta consultar jogadores como Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Matheus Nunes para verificar que não têm valor de mercado. Convém também lembrar que em Março fomos atingidos por uma pandemia chamada COVID-19 e, com base num estudo da KPMG, publicado em Maio, no Financial Times, a estimativa de queda no valor dos jogadores é de 10 mil milhões de euros. Uma rápida consulta e até o Liverpool FC perdeu valor de mercado.

Perda de valor, mas desportivo, teve o Sporting CP com a saída de Bruno Fernandes, que já vai no terceiro prémio consecutivo na Premier League e é o verdadeiro timoneiro da recuperação do Manchester United FC. Muitos Parabéns ao nosso ex-capitão pela performance e pelo bom gosto nas caneleiras!

Portanto, assumimos totalmente a responsabilidade das opções que tomámos, quer na aposta na formação, quer na venda de Bruno Fernandes para assegurar a sobrevivência financeira do Clube, quer nas contratações de treinadores e jogadores que fizemos (bem e mal conseguidas) mas qualquer avaliação e comparação de valor nos parâmetros que tem sido comunicado não faz sentido ou é pura demagogia.

Soccas. A Soccas pediu a insolvência da SAD e perdeu na primeira instância. Existem dois processos “normais”, respeitantes às transferências de Nani e Piccini, relativamente aos quais a Soccas se recusou a negociar sem envolver a questão William. E existe um outro, sobre William de Carvalho, que não se tratou de uma transferência, mas de um acordo global numa altura em que o jogador já não era do SCP, motivo principal pelo qual o Sporting CP considera que, neste caso, não deve nada à Soccas. 

COVID-19. É um facto confesso que o Sporting CP, e o mundo, não ficou imune à pandemia da COVID-19. A Eurostat prevê uma quebra de 16,5% na economia portuguesa, a maior de sempre. Se vínhamos na recuperação da nossa própria pandemia, a restaurar uma situação trágica de liquidez, com a COVID-19 a situação não ficou mais fácil. Para nós e para todos. Mas vamos, com a confiança e ambição Leoninas que nos caracterizam, ultrapassar a situação.

Lançámos no dia 23 de Julho a campanha “Débito Directo Num Minuto” e já temos cinco vezes mais adesões que no acumulado dos últimos cinco anos. Estes e os resultados da Renumeração são o melhor polígrafo da força e vitalidade do Sporting CP de hoje.

 

Clickbait é um termo referente à prática de gerar tráfego na internet através da utilização de títulos sensacionalistas ou enganosos para geração de cliques.

 

Editorial da edição n.º 3781 do Jornal Sporting

 

 

6 de Agosto de 2003

Por Juvenal Carvalho
06 Ago, 2020

Quando abriram as portas, eu, como todos os leões presentes, contemplaram de sorriso aberto o novo estádio

Quando este jornal chegar às bancas, estão passados no tempo 17 anos desde que o actual Estádio José Alvalade foi inaugurado.

O tempo voa. Ainda me lembro de como eu – apesar de triste de ver partir o que havia sido inaugurado em 1956, e que tantos e tão bons momentos da minha juventude por lá passei –, vivi esse dia. Lembro-me de cada passo que dei nesse dia quente de Agosto de 2003. Com quem estive, com quem entrei para o novo Estádio. De estar ansioso por lá estar a vivenciar a nossa nova ‘casa’.

Quando abriram as portas, eu, como todos os leões presentes, contemplaram de sorriso aberto o novo estádio. Uma lágrima de emoção veio-me aos olhos quando Dulce Pontes cantou como só ela o seu ‘Amor a Portugal’. Outra quando o ‘violino’ e meu amigo Jesus Correia, que partiria do mundo dos vivos meses depois, deu o pontapé de saída do novo estádio. Foram momentos inolvidáveis. Mais uns a somar ao que o Sporting  Clube de Portugal nos tem proporcionado.

O convidado de luxo foi o Manchester United FC orientado por Sir Alex Ferguson, com um conjunto de grandes jogadores. Quis o destino que o ‘nosso’ Cristiano Ronaldo fosse a estrela daquela noite. Brilhou muito alto o talento daquele menino de então. Pôs em êxtase todos os presentes e os olhos de Alex Ferguson estavam incrédulos. De imediato levou o nosso Cristiano Ronaldo e estava dado o mote para ser o melhor do mundo que tanto nos orgulha.

Esse jogo, em que Fernando Santos era o nosso treinador e o nosso Clube era presidido por António Dias da Cunha, terminou 3-1 a nosso favor. Luís Filipe acabaria por entrar eternamente para a história do novo estádio por ter sido dele o primeiro golo. O primeiro de muitos das mais diversas formas e efeitos.

O novo Estádio José Alvalade já assistiu, desde a sua inauguração, a quatro conquistas da Taça de Portugal, três da Supertaça e duas da Taças da Liga por parte do nosso Sporting Clube de Portugal. Já assistiu, até, em 2006 a uma final da então Taça UEFA. Um momento que tinha tudo para ser inolvidável e que acabou com uma derrota ante os russos do CSKA Moscovo e com os Leões – eu também me confesso – banhados em lágrimas de tristeza.

Já lá vivemos momentos marcantes e exibições de gala. Infelizmente ainda não fomos coroados com um título nacional neste já tão longo jejum. Aquele que é mesmo o maior da nossa história. Todos ansiamos por ele. Queremos que aconteça mais cedo que tarde. A nossa História merece. Os Sportinguistas querem-no.

Acima de tudo o novo estádio é o nosso local de culto. Porque apesar dos momentos menos bons, ser do Sporting Clube de Portugal não se explica… sente-se!

E é na nossa ‘casa’ que devemos extravasar o nosso sentimento pelo símbolo. Para o ano o nosso estádio atinge a maioridade. Que nos traga o título de campeão. Tanto o merecemos!

Época 2019/2020… 2020/2021… e arbitragem!

Por Tito Arantes Fontes
06 Ago, 2020

(...) Essa mesma comunicação social trata mal e vergonhosamente os temas que dizem respeito ao Sporting CP

Acabou a turbulenta época 2019/2020. Uma época que fica para a história pela COVID, pela paragem de todas as provas, pelos jogos sem público… pela tristeza que a todos esta situação provocou.

Venha, pois, a época 2020/2021! Uma temporada que será seguramente diferente, desde logo porque se inicia muito mais tarde… não no início de Agosto, mas no final Setembro! Mais de um mês depois! E que se desenrolará em moldes que ainda desconhecemos… não sabemos se com ou se sem público… não sabemos, ninguém sabe… nem o Governo, nem a OMS, nem a ONU… ninguém sabe…

Mas sabemos, isso sim, que para uns – os tais que nesta época, como sempre, iam ganhar tudo… a caminho do “penta” segundo há escassos meses apregoava o seu presidente… e que em 2020 não ganharam nada… – isso não importa nada! E – por isso – assistimos diariamente a um “pornográfico espectáculo de saloice” e irresponsabilidade, com notórios momentos narcísicos e uma monumental exibição de incoerência e de gastos de novo-riquismo altamente lesivos da coesão social! E totalmente desproporcionados para o momento de contenção nacional, europeia e mundial em que estamos a viver… todos! Este triste e nefasto espectáculo é – infelizmente e de modo indecoroso – alimentado e suportado por alguma comunicação social que em muitos casos, máxime no “órgão vermelho do “pravda da queimada”, só vem demonstrar – se necessário fosse – o quão a mesma está “capturada” por essa “má moeda”… por esse “mau exemplo”… que, como é público, começa fragosamente a ruir… desde logo, porque tantas e tantas vezes o Ministério Público lhes bate à porta… uma vez atrás de outra… de modo sucessivo e continuo… num verdadeiro corrupio de processos, de investigações, de acusações…

Essa mesma comunicação social trata mal e vergonhosamente os temas que dizem respeito ao Sporting CP. É recordar a capa desse mesmo “pravda” na janela de transferências do último Inverno em que se anunciava a toda a largura da primeira página a venda em saldo da equipa do Sporting CP… afinal só saiu um jogador, o Bruno Fernandes, na segunda melhor venda de sempre do futebol português! E dos outros jogadores… não saiu nenhum! Onde estavam, pois, os “saldos”? Não os vi! Ninguém os viu! O “pravda” também não viu… e de desculpas… alguma primeira página? Nenhuma!

Nos últimos dias, não contente nem satisfeita, essa mesma comunicação social tem-se posto a falar das dívidas do SCP. E – convenientemente, qual agenda escondida – não fala dos créditos! E não fala do que grassa por esse mundo fora, nos clubes de todo o mundo… nos sistemáticos pedidos de escalonamento de dívida que todos apresentam e fazem… no SCP isso é sinónimo de um estado pré-falimentar, nos outros clubes do mundo é sinónimo de “boa gestão”! Haja um pingo de vergonha!

De igual modo, as anunciadas e propagadas contratações do SCP arrastam-se nessa mesma comunicação social, não se concretizando porque o Clube não tem dinheiro… mas, hélas, as contratações de outros, “abençoados” pelo azul celeste e como demonstração da “boa gestão” que têm, anunciam-se que só se fazem depois desse celestial universo ter realizado as elevadas maquias de hipotéticas vendas que deseja fazer… pena, pois, que se usem de modo tão descarado e despudorado “dois pesos e duas medidas”, contraditórios e inversos, para anunciar exactamente a mesma coisa… a necessidade que os clubes nacionais têm de realizar dinheiro para poderem efectuar aquisições! E claro que nem importa falar dos outros… daqueles que contraem dívida, aumentam desmesuradamente empréstimos obrigacionistas, antecipam de modo monumental as receitas de televisão dos próximos anos, quase esgotando essas verbas… e anunciam e alimentam “novelas” sobre jogadores de 33 anos a serem pagos em “suaves prestações” de dezenas de milhões até que os mesmos sejam mesmo quarentões… e isso é motivo de aplauso… estranho mundo este! Em que se valorizam as “cigarras” e se desprezam as “formigas”! Em que o “circo do imediato” e do “show off” é valorizado face a normas e procedimentos de gestão sensata e equilibrada!

Arbitragem – foi divulgada a classificação atribuída na época 2019/2020 aos árbitros pelo Conselho de Arbitragem da FPF (e é bom lembrar que o “famoso” Lucílio – o homem que vê o que não existe e não vê o que existe! – faz parte desta secção de “classificação dos árbitros”)… ganhou o “inefável” Soares Dias… e quem aparece em segundo lugar, quem é? Pois… esse mesmo, a “pinheiral figura”! O homem dos três “abetos”, desculpem dos três pontapés de penálti contra o SCP em Alvalade, esta época, no jogo com o Rio Ave FC… o mesmo que só marca penáltis contra o SCP… e que nunca os assinala – que existiram mesmo! – a favor do SCP! Esta matéria da arbitragem – tema que considero fulcral no combate Sportinguista do passado, de hoje e do futuro, sejam quais sejam os dirigentes do Clube – será objecto de futura e continuada atenção minha, se possível com “balanço recordatório” do que nos aconteceu na época que agora terminou. Temos “factores internos” para a má época realizada, mas também temos “factores externos”!

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