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Foto Isabel Silva

João Gião: "O empate era o resultado que se ajustava mais"

Por Sporting CP
04 Jan, 2026

Treinador analisou desaire na Liga 2

Após o apito final, João Gião, treinador da equipa B de futebol do Sporting CP, abordou o desaire com o Académico de Viseu FC (1-2) em declarações à Sporting TV.

“Acho que o empate era o resultado que se ajustava mais. Entrámos bem, fizemos o 1-0 com uma boa jogada, mas depois o Académico de Viseu FC cresceu. Criou-nos dificuldades e demorámos a instalar o nosso jogo com muitos erros técnicos. Sofremos golo quando estávamos em posse de bola, mas a responsabilidade é minha, porque peço para arriscarem naquela zona. Na segunda parte entrámos bem, dominamos o jogo na maior parte do tempo e acabámos por sofrer golo numa segunda bola que devíamos ter controlado melhor”, resumiu, antes de realçar o esforço final da sua equipa.

“Tentámos acreditar até ao fim, falhámos oportunidades e não conseguimos chegar ao empate, que era ao mínimo que merecíamos perante um adversário muito forte. Tem gente na frente que faz a diferença e que pertencem a patamares superiores. Sabíamos que podiam penalizar os nossos erros e foi esse o filme do jogo”, apontou.

Já sobre as estreias de Lucas Taibo e Rafael Mota, o técnico verde e branco salientou que se trata de “continuar a dar espaço de progressão a jogadores que vêm de baixo” e elogiou a prestação de ambos. “Fizeram um muito bom jogo e não tinham um único minuto na Liga 2. Deram uma resposta fantástica e esse é o nosso caminho. Foram dos melhores da equipa”, enalteceu João Gião, que também comentou o regresso aos relvados de Daniel Bragança e Mateo Tanlongo.

“[Bragança] Entrou muito bem, com o nível que tem e com compromisso total com a equipa e o Clube. Esta também é uma missão nossa. Muito contente por ele e pelo regresso do Mateo Tanlongo”, sublinhou.

Por fim, sobre o actual momento negativo da equipa (três derrotas consecutivas), o treinador da equipa B disse que é o momento “de virar isto” depois de a equipa ter passado “só por momentos positivos” neste ano de regresso ao segundo escalão. “Perdemos, sabia que íamos passar por um momento mais complicado, é agora e vamos ter de o superar. É uma aprendizagem”, concluiu.

Também David Moreira, defesa dos jovens Leões, analisou a derrota no Estádio Aurélio Pereira.

“Acho que o resultado não dita o jogo. Estivemos muito bem, podíamos ter feito mais golos também, mas sabíamos que era um adversário muito competitivo. A nossas três derrotas consecutivas não dizem a equipa que somos, mas o bom do futebol é que podemos dar uma resposta já na próxima semana”, garantiu, prometendo uma resposta “com trabalho, sacrifício e união”.

Além disso, o polivalente futebolista também destacou a prestação dos estreantes. “O Samuel Justo e o João Muniz [ambos suspensos] são jogadores importantes, mas os que jogaram hoje deram uma boa resposta. Damos todos sempre o máximo”, salientou David Moreira.

Foto Isabel Silva

Volte-face na Academia Cristiano Ronaldo

Por Sporting CP
04 Jan, 2026

Equipa B sofreu reviravolta perante o Académico de Viseu FC (1-2)

No Estádio Aurélio Pereira, a equipa B de futebol do Sporting CP perdeu diante do Académico de Viseu FC por 1-2, este domingo, na primeira partida em 2026, a contar para a 17.ª jornada da Liga 2.

Num jogo muito equilibrado, este resultado permitiu aos viriatos igualar os jovens Leões no segundo lugar, ambos com 29 pontos, embora a equipa B tenham um jogo em falta. O CS Marítimo, que ainda não jogou nesta ronda, lidera a classificação com 33 pontos.

Para enfrentar a equipa mais concretizadora da prova e que vinha da sua primeira derrota (1-2 SL Benfica B) após cerca de três meses de invencibilidade, João Gião - por força de várias ausências - prometeu estreias e assim foi ao apostar num ‘onze’ verde e branco com um total de quatro mexidas e várias novidades. Rafael Mota (estreia absoluta na B), Lucas Taibo (estreia no segundo escalão), José Silva e Eduardo Felicíssimo foram titulares - ao invés de João Muniz (suspenso), Bruno Ramos, Lucas Anjos e Samuel Justo (suspenso) - e, a partir do banco, Daniel Bragança somou aqui os seus primeiros minutos em 2025/2026 após a grave lesão sofrida em Fevereiro do ano passado e também Mateo Tanlongo fez a sua estreia na época.

E até não podia ter sido melhor a entrada em cena dos jovens Leões, que depois de dois jogos sem marcar só precisaram de oito minutos no primeiro jogo do novo ano para ‘facturar’. Manuel Mendonça colocou no apoio vertical feito por Rafael Nel e este, de primeira, soltou para uma corrida desenfreada de Paulo Cardoso que só terminou com a bola no fundo das redes e o 1-0 no marcador. Foi o segundo golo na Liga 2 do extremo chegado esta temporada à Academia.

Só que esta vantagem não durou mais do que escassos minutos. Já depois de um cabeceamento à barra ter deixado um primeiro aviso sério por parte dos viseenses, Kahraman aproveitou da melhor forma a recarga a um remate de André Clóvis (melhor marcador do escalão) defendido para repor o empate antes do quarto de hora.

De imediato, o Académico de Viseu FC ainda conseguiu forçar erros para apanhar o Sporting CP em ‘contrapé’, embora sem causar verdadeiro perigo, mas os jovens Leões responderam assumindo-se mais controladores com bola e nada mudou até ao intervalo. Até ao fim dos primeiros 45 minutos, só se voltou a ver baliza com um remate de muito longe de Álvaro Zamora para defesa de Diego Callai.

Algo mais agitado foi o arranque do segundo tempo, com mais aproximações a ambas as balizas, mas com as respectivas defesas a evitarem sempre males maiores. E foi já à passagem da hora de jogo que João Gião refrescou o meio-campo com a entrada simultânea de Tanlongo e o desejado – e muito aplaudido – regresso de Daniel Bragança aos relvados.

De seguida, do lado verde e branco, Mauro Couto até surgiu em excelentes condições para rematar com o seu pé esquerdo, mas pegou muito mal na bola, enquanto a formação visitante foi bem mais eficiente e chegou à reviravolta aos 70 minutos – confirmado minutos depois após revisão do VAR. O cruzamento de Soufiane Messeguem foi bem medido e João Guilherme, ao segundo poste, só teve de encostar.

Um golpe duro ao qual Gião procurou responder com as entradas de cariz ofensivo de Rayan Lucas, Lucas Anjos e Gabriel Silva e os jovens Leões partiram para cima do Académico de Viseu FC, contudo já sem clarividência, nem tempo útil, apesar da reacção esforçada para inverter o rumo dos acontecimentos. À entrada da área, Gabriel Silva ficou muito perto do empate, já nos descontos, na derradeira chance, porém o forte pontapé saiu ligeiramente ao lado da base do poste.

Assim, confirmou-se a terceira derrota consecutiva da formação verde e branca. Na próxima jornada da Liga 2 há clássico de equipas B: o Sporting CP visita o FC Porto para fechar a primeira volta da prova.

Sporting CP: Diego Callai [GR], José Silva (Lucas Anjos, 77’), Rafael Mota (Mateo Tanlongo, 61’), Lucas Taibo, David Moreira, Paulo Cardoso, Eduardo Felicíssimo, Kauã Oliveira (Rayan Lucas, 77’), Manuel Mendonça [C] (Daniel Bragança, 61’), Mauro Couto (Gabriel Silva, 77’), Rafael Nel

Foto Sérgio Martins

Bilhetes para o embate da equipa B com o Académico de Viseu FC

Por Sporting CP
03 Jan, 2026

Estádio Aurélio Pereira é o palco da partida

Os bilhetes para o embate entre a equipa B do Sporting CP e o Académico de Viseu FC, a contar para a 17.ª jornada da Liga Portugal 2, serão gratuitos e exclusivos aos Sócios do emblema Leonino.

Cada Associado poderá levar um acompanhante e levantar os bilhetes à entrada da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

O encontro está marcado para as 11h00 deste domingo, 4 de Janeiro, no Estádio Aurélio Pereira.

Foto Isabel Silva

João Gião: "Espero um adversário extremamente competitivo"

Por Sporting CP
03 Jan, 2026

Equipa B recebe o Académico de Viseu FC este domingo (11h00)

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal entra pela primeira vez em campo em 2026 este domingo, às 11h00, frente ao Académico de Viseu FC, em encontro a contar para a 17.ª jornada da Liga Portugal 2. No Estádio Aurélio Pereira, estarão frente a frente o segundo e o terceiro classificados, a melhor defesa e o ataque mais eficaz da prova, num duelo que se prevê de grande qualidade e emoção.

Na antevisão ao encontro, o treinador João Gião começou por sublinhar que a paragem competitiva e a época festiva não afastaram a equipa do foco imediato.

"Foram 13 dias de paragem, com as festividades pelo meio, mas nunca deixámos de estar ligados. Parámos três dias no Natal, mas no feriado do dia 1 já estávamos a trabalhar. Tirando o facto de termos estado algum tempo sem jogo, nada mudou", garantiu o técnico, que antecipa um Académico de Viseu FC forte e fiel à sua identidade, mesmo após uma derrota que interrompeu um ciclo positivo de onze jogos sem perder.

"Espero um adversário igual àquilo que tem sido sempre: extremamente competitivo, muito forte nas transições e no último terço. É o melhor ataque da Liga, com um plantel claramente feito para subir e com o melhor marcador do campeonato. O Clóvis tem quase tantos golos sozinho como algumas equipas colectivamente. Individualmente, é uma equipa fortíssima, cresceu muito com a mudança de treinador e a sequência de jogos que tem tido recentemente espelha bem a qualidade individual e colectiva. Foi para esse Académico de Viseu FC que nos preparámos", elogiou o treinador verde e branco.

Com várias ausências no plantel, João Gião vê nessas impossibilidades uma oportunidade para continuar a cumprir a missão formativa da equipa B.

"Mais uma vez não vamos repetir um onze, ainda não é desta e estamos longe disso. Vamos, sim, promover a estreia de alguns jogadores, e esse também é o nosso papel. Alguns jogadores que ainda não tiveram a oportunidade de se estrear neste campeonato provavelmente vão tê-la neste jogo", antecipou, deixando ainda uma mensagem de bom ano aos Sportinguistas.

"[Desejo que] continuemos, enquanto Clube, a crescer e a ter os sucessos, principalmente na equipa A, que vivemos no passado ano. A nossa missão é tentar dar o nosso pequeno contributo para que isso possa ser uma realidade", rematou.



Também Mauro Couto abordou a pausa competitiva, considerando-a positiva para o grupo.

"Foi bom, porque passámos tempo com as nossas famílias e todos gostam e precisam disso. Em relação à preparação para o jogo, acabou por ser igual, porque tivemos a semana toda para o preparar. Treinámos bem, sempre com o mesmo objectivo", começou por dizer o médio, que espera agora um desafio exigente com os viseenses.

"É uma equipa muito combativa e vai ser um jogo muito difícil. Respeitamos muito o adversário, como todos. Estavam numa série de onze jogos com as coisas a correr bem e tiveram agora um último resultado negativo, mas isso também não quer dizer nada. São uma equipa perigosa nos momentos ofensivos", analisou o jovem Leão, que lembrou que frente a frente estarão a melhor defesa e o ataque mais concretizador da prova.

"Pode ganhar qualquer um, mas esperamos que seja a defesa. Somos a melhor defesa porque temos muita competência, não só na linha defensiva, mas em toda a equipa, que ajuda sempre nesse processo. Em contrapartida, eles têm muitos golos e jogadores perigosos na frente. Nós temos as nossas armas e acho que vai ser um duelo engraçado, um bom jogo nesse aspecto. Espero que a equipa cumpra defensivamente, porque assim dificultamos-lhes a tarefa", manifestou.

Exemplo da ligação permanente entre a equipa B e o plantel principal, Mauro Couto tem sido frequentemente chamado por Rui Borges para integrar o trabalho da equipa A, experiência que muito valoriza.

"É sempre bom passar tempo com eles, treinar com eles e ir a jogo. São experiências que, mesmo não entrando, ficam para a vida toda e valorizam-nos. É também um sinal de que o trabalho da equipa B é reconhecido. Já fui eu, como já foram muitos outros este ano. É sempre bom sentirmos que a equipa principal olha para nós”, explicou, garantindo que o foco se mantém totalmente no imediato. “Foi uma experiência positiva, mas agora estou focado no próximo jogo da equipa B", frisou.

A fechar, Mauro Couto deixou os seus desejos para 2026, com a saúde no topo das prioridades.

"Espero que seja um ano com muita saúde para todos. No futebol, que haja poucas ou nenhumas lesões, que é o mais importante, para que toda a gente esteja sempre pronta para ajudar a equipa. Depois, claro, que consigamos cumprir os nossos objectivos, continuar a evoluir, formar e desenvolver jogadores, para estarem cada vez mais próximos da equipa principal", rematou.

Foto João Pedro Morais

Eduardo Felicíssimo renova até 2030

Por Sporting CP
29 Dez, 2025

Médio de 18 anos prolonga ligação ao Clube

Eduardo Felicíssimo renovou contrato com o Sporting Clube de Portugal até 2030. Aos 18 anos, o médio prolonga a ligação ao Clube num momento de afirmação competitiva e não esconde a satisfação por continuar o seu percurso de Leão ao peito.

"Sinto-me muito feliz, estou muito contente por continuar a representar este Clube. É mais um passo em busca dos meus objectivos, continuar a escrever a minha história, demonstra também muito da confiança do Clube em mim. Estou muito agradecido por isso e quero continuar a trabalhar todos os dias para chegar aos meus objectivos", disse o médio no momento da assinatura do contrato, em declarações aos meios verdes e brancos.

A par da felicidade pelo momento, Eduardo Felicíssimo encara esta aposta como um sinal claro de responsabilidade acrescida, algo que assume com naturalidade e compromisso.

"É uma demonstração da confiança do Clube em mim. A responsabilidade é acrescida agora, mas posso garantir que vou trabalhar diariamente para estar ao meu melhor nível", afirmou.

Numa tradicional altura de balanços, o jovem Leão reviveu um 2025 marcante e de muitas conquistas. Da estreia na equipa principal à festa no Marquês de Pombal, passando pela subida de divisão com a equipa B, o médio viveu um ano de crescimento acelerado.

"Foi muito bom. Aproveitei ao máximo todos os momentos que experienciei. Acredito que consigo alcançar mais. Vou em busca disso, mas acho que foi um ano bastante bom. Desejo muitos mais anos assim", manifestou.

Há seis anos no Sporting CP, Eduardo Felicíssimo mostrou-se sobretudo grato pelo apoio de toda a estrutura da Academia Cristiano Ronaldo.

"Tem sido uma aventura muito boa. Estou muito agradecido às pessoas que trabalham aqui, por me ajudarem todos os dias. São pessoas que trabalham para que estejamos no nosso melhor e tenho sentido que tem sido uma evolução muito boa. Contribuíram para que alcançasse os meus objectivos e acredito que ainda posso conseguir mais", sublinhou.

Questionado sobre o rápido crescimento da sua geração, o médio apontou a base que sustenta esse caminho, assente em valores simples e consistentes.

"A humildade e o trabalho diário. Temos de trabalhar todos os dias com os pés bem assentes na terra. Acredito que é o mais importante para conseguirmos alcançar os nossos objectivos e nunca pensar que está feito ou que estamos satisfeitos. Só assim conseguimos alcançar mais coisas bonitas", considerou.

Na presente temporada, Eduardo Felicíssimo soma dez presenças pela equipa B, afirmando-se como uma das opções regulares no meio-campo orientado por João Gião. Em paralelo, é totalista na equipa que representa o Sporting CP na UEFA Youth League, num contexto de elevada exigência competitiva e internacional, onde a consistência tem sido uma das marcas do seu desempenho.

"Tenho a minha cabeça alinhada e o meu objectivo é, dia após dia, conseguir evoluir como jogador e como pessoa, para alcançar os meus objectivos e para alcançar os objectivos do Clube. O trabalho diário é o mais importante, com todas as pessoas que trabalham e que nos ajudam, ouvir todos os mais velhos, ouvir todas as pessoas que querem o nosso bem e continuar a trabalhar sem pensar no resto", explicou.

Sobre o trabalho em paralelo com João Gião e Rui Borges, treinador que o lançou na equipa principal, o jovem médio destacou a exigência e o contributo diário dos dois técnicos, fundamentais para a sua evolução no terreno de jogo.

"Acho que ambos desejam que seja mais intenso, que tenha um jogo rápido, para contribuir com as minhas capacidades de passe e ajudar na defesa. Ajudam-nos muito e querem sempre que estejamos ao nosso melhor nível. Tem sido muito bom trabalhar com os dois para aprender e continuar a evoluir todos os dias", referiu.

A fechar, Eduardo Felicíssimo deixou ainda uma palavra dirigida aos Sportinguistas, sublinhando a importância do seu apoio.

"Quero agradecer aos Sportinguistas por todo o apoio. São incansáveis de todos os jogos. Posso garantir que vou dar o meu melhor diariamente para que consigamos atingir os nossos objectivos", rematou.

Foto Isabel Silva

João Gião: “Resultado muito penalizador”

Por Sporting CP
22 Dez, 2025

Técnico analisou derrota no Seixal

 

João Gião considerou "muito penalizador" o desfecho do dérbi frente ao SL Benfica (1-0), sublinhando a superioridade do Sporting CP na primeira parte e o impacto decisivo das duas expulsões na segunda metade do encontro.

Na análise à partida, o técnico dos Leões destacou o domínio verde e branco antes do intervalo. "Acho que foi uma primeira parte em que fomos claramente melhores do que o nosso adversário. Conseguimos ligar bem o jogo e criar duas ou três oportunidades claríssimas de golo, uma delas escandalosa, em cima da linha. Nem sei como é que não fizemos aquele golo", começou por dizer, em declarações à Sporting TV.

"Acabamos por ser muito penalizados num penálti, numa mão num canto que estava completamente controlado, e chegamos ao intervalo a perder 1-0 numa primeira parte em que temos três ou quatro oportunidades claríssimas, enquanto o SL Benfica, sinceramente, não me lembro de nenhuma", reforçou, admitindo ainda assim que terá de rever o jogo.

Sobre a segunda parte, o treinador reconheceu uma entrada menos intensa do Sporting CP, embora considere que, enquanto houve igualdade numérica, as melhores ocasiões continuaram a ser do seu conjunto. 

"Não entrámos com a mesma energia da primeira parte, mas ainda assim, e enquanto o jogo esteve equilibrado, a única oportunidade clara é nossa, numa situação do Mauro [Couto], já dentro da área, que acaba por rematar à figura", lamentou, explicando que a partida ficou definitivamente "condicionada" com as duas expulsões.

"A partir do momento em que ficamos reduzidos, o jogo fica completamente condicionado e torna-se muito mais fácil para o adversário controlar", explicou, antes de destacar a resposta emocional da equipa. "Mesmo assim, tenho muito orgulho naquilo que os jogadores foram capazes de fazer. Nunca deixaram de acreditar, fomos até ao fim, ainda tivemos algumas aproximações perigosas e uma crença muito grande", elogiou. 

Apesar da frustração pelo resultado, João Gião deixou uma mensagem de confiança no grupo e no projecto. "Fico orgulhoso da atitude, mas muito triste pelo resultado, que acho muito penalizador para aquilo que foi o jogo. Com menos dois jogadores é muito difícil, é impossível pressionar da mesma forma, acabamos empurrados para trás, a sofrer e a tentar sair em transição ou através de bolas paradas", disse também, garantindo que esta derrota "não pode abalar" o percurso da equipa.

"Já tivemos momentos menos bons e [sabíamos que] não íamos ganhar sempre. O nosso projecto é diferenciado e isso não muda nada", afirmou, antes de destacar a consistência defensiva da equipa e as lições positivas a retirar do encontro.

"Continuamos a dar uma boa resposta defensiva. Sofremos um golo de penálti e, mesmo depois, não me lembro de muitas oportunidades do adversário. O jogo foi repartido, o SL Benfica tem qualidade, mas as melhores oportunidades, até em igualdade numérica, foram nossas, e é isso que retiramos deste jogo", resumiu.

Foto Isabel Silva

Resistência Leonina não evitou desaire

Por Sporting CP
22 Dez, 2025

Equipa B derrotada no dérbi do Seixal (1-0)

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal saiu derrotada da visita ao SL Benfica (1-0), na tarde desta segunda-feira, em jogo da 15.ª jornada da Liga Portugal 2. Num reencontro entre as equipas B dos grandes da capital, quase dez anos depois da última presença dos Leões no segundo escalão, o desfecho foi menos feliz para os verdes e brancos, que, reduzidos a nove unidades a partir dos 75 minutos, já pouco puderam fazer para regressar a Alcochete com pelo menos um ponto.

No Campo n.º 1 do Benfica Campus, sob chuva intensa, João Gião promoveu seis alterações em relação à partida frente ao FC Vizela, lançando de início Diego Callai, João Muniz, Bruno Ramos, Kauã Oliveira, Mauro Couto e Lucas Anjos, e o arranque foi equilibrado, disputado e bastante físico, com a equipa da casa a criar a primeira situação de perigo, logo aos quatro minutos.

Após recuperação em zona adiantada, João Veloso rematou à baliza, mas Diego Callai, atento, segurou o esférico sem dificuldades. O Sporting CP foi crescendo no encontro e esteve a milímetros de inaugurar o marcador aos 16 minutos: na sequência de um livre lateral cobrado de forma tensa por Mauro Couto, Bruno Ramos apareceu ao segundo poste, mas não conseguiu encostar para golo.

Dez minutos depois, Manuel Mendonça protagonizou uma excelente jogada individual, entrou na área, deixou dois adversários para trás com toques curtos e rematou de trivela, obrigando Ricardo Ribeiro a uma boa defesa. Apesar do maior ascendente verde e branco, e embora o SL Benfica nunca tenha deixado de ter bola, os encarnados chegaram à vantagem aos 35 minutos, na conversão de uma grande penalidade. Diogo Prioste assumiu a marcação e rematou forte, sem hipóteses para Diego Callai, que ainda adivinhou o lado mas não conseguiu conter a força do disparo.

Já para lá dos 45’, os Leões podiam ter chegado ao empate: Rafael Nel conduziu em progressão pelo corredor central e serviu Kauã Oliveira, que, na passada, rematou à entrada da área para defesa segura de Ricardo Ribeiro. O Sporting CP ainda insistiu, mas as equipas recolheram mesmo aos balneários com a vantagem mínima a favorecer os encarnados, numa primeira metade com poucas oportunidades de golo, mas nas quais as melhores pertenceram aos verdes e brancos.



No reatamento, os anfitriões surgiram mais dominantes e conseguiram, nos primeiros minutos, instalar-se no meio-campo Leonino, ainda que sem criarem ocasiões claras para alvejar a baliza de Diego Callai. Com dificuldades para conter a pressão, João Gião interveio aos 53 minutos, promovendo a entrada de José Silva.

O SL Benfica manteve-se por cima e, aos 58 minutos, criou a primeira situação de perigo da segunda parte, com Francisco Neto a rematar cruzado após jogada individual, mas para fora. Já a resposta verde e branca surgiu aos 65 minutos: depois de uma condução rápida, Mauro Couto apareceu desmarcado à entrada da área, rematou forte e obrigou Ricardo Ribeiro a uma intervenção de qualidade. Com os Leões a crescer, chegou novo aviso aos 71 minutos, numa transição rápida conduzida por Rafael Nel. O avançado serviu o capitão Manuel Mendonça, que encontrou espaço e rematou, mas à figura do guardião encarnado.

Dois minutos depois, numa fase em que o Sporting CP começava a ganhar iniciativa ofensiva, João Muniz viu o segundo cartão amarelo e deixou a equipa reduzida a dez unidades. Na jogada seguinte, ainda com os Leões a reorganizar-se, também Samuel Justo foi expulso por acumulação de cartões.

Um enorme contratempo para João Gião que, com apenas nove jogadores para os quinze minutos finais, promoveu uma tripla alteração aos 81 minutos, lançando Rômulo Júnior, Rodrigo Dias e Rafael Besugo. Pouco antes, Ivan Lima, flectindo da esquerda para o meio, tinha obrigado Diego Callai a desviar para canto um potente remate, com o SL Benfica a assumir naturalmente o controlo do jogo.

Mesmo em clara inferioridade numérica, os Leões não baixaram os braços e continuaram a procurar o empate com uma louvável entrega. Aos 88 minutos, Gabriel Silva rendeu Manuel Mendonça e, já aos 90, na sequência de uma jogada de insistência e grande coração, José Silva apareceu bem colocado ao segundo poste, mas desviou por cima da barra.

Nos sete minutos de compensação, Diego Callai voltou a impedir o 2-0 com duas intervenções de elevado nível, travando remates de meia-distância de Tomás Cruz aos 90+2’ e de Gonçalo Moreira aos 90+4’.

No final, apesar de uma exibição brava e muito competitiva, o Sporting CP não conseguiu inverter o resultado e saiu do Seixal derrotado num dérbi marcado pela eficácia encarnada e pela resistência Leonina até ao último minuto.

Sporting CP: Diego Callai [GR], João Muniz, David Moreira, Bruno Ramos (Rômulo Júnior, 81’), Kauã Oliveira (Rodrigo Dias, 81’), Lucas Anjos (José Silva, 53’), Mauro Couto (Rafael Besugo, 81’), Paulo Cardoso, Manuel Mendonça [C] (Gabriel Silva, 88’), Rafael Nel e Samuel Justo. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Mauro Couto (8’), Samuel Justo (22’, 75’), Paulo Cardoso (42’), João Muniz (43’, 73’). Cartão vermelho para João Muniz (73’) e Samuel Justo (75').

Foto Isabel Silva

João Gião: "Entramos em todos os campos com a mesma mentalidade"

Por Sporting CP
21 Dez, 2025

Equipa B visita o SL Benfica esta segunda-feira (18h00)

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal visita, esta segunda-feira, às 18h00, o SL Benfica, em jogo a contar para a 15.ª jornada da Liga Portugal 2.

Frente a frente no Benfica Campus, e pela primeira vez em quase dez anos, estarão duas equipas em momentos distintos, com os jovens Leões nos lugares cimeiros da tabela e as águias no 15.º posto - o que, para o treinador João Gião, não retira qualquer carga emocional associada ao dérbi, que mantém um peso simbólico e competitivo próprio. 

O técnico verde e branco apontou, assim, para a necessidade de a equipa manter a identidade que tem apresentado ao longo da temporada.

"É um dérbi, não há como dizer que é um jogo igual aos outros, mas temos de encará-lo da mesma forma. Entramos em todos os campos para ganhar, com a mesma mentalidade, e este não vai ser diferente. É mérito destes jogadores, que subiram na época passada e, volvidos quase dez anos, conquistaram a possibilidade de voltar a disputar este tipo de jogos", começou por dizer, em declarações aos meios do Clube.

Consciente da qualidade individual do conjunto encarnado, João Gião deixou elogios ao adversário. 

"Esperamos um SL Benfica com muita qualidade individual. Quem acompanha a Liga Portugal 2 e o futebol de formação tem consciência disso. É uma equipa individualmente muito forte, com vários jogadores que já se estrearam na equipa A e que está num momento melhor do que estava há algumas semanas. Vem de um empate fora frente ao CS Marítimo e tem sido uma equipa competitiva", alertou, garantindo que os Leões terão de ser "fortes emocionalmente" se quiserem levar de vencida o rival.

"Vamos ter de encarar este jogo como mais um momento de crescimento importante. A mentalidade tem de ser sempre a mesma: jogar da mesma forma em todos os campos, independentemente do adversário ou das emoções à volta do jogo, e ir com tudo para tentar ganhar", atirou.

A solidez defensiva, que faz da sua equipa a melhor defesa do campeonato, com apenas oito golos sofridos, foi também elogiada pelo treinador. 

"O mérito é dos jogadores. Para não sofrer golos é preciso correr muito quando não se tem a bola e todos eles fazem isso. Mantêm princípios colectivos e acreditam na nossa organização defensiva. O facto de termos períodos longos com bola também faz com que concedamos menos ao adversário. Apesar das alterações que tivemos na linha defensiva, devido a lesões ou chamadas à equipa A, todos os que entram têm respondido muito bem", frisou, a fechar.

Já do lado dos jogadores, João Muniz mostrou-se satisfeito por estar de regresso à competição, após um período afastado por lesão. "É o processo normal na vida de um jogador. Infelizmente existem lesões e motivos que nos deixam fora de campo, mas o processo natural é a recuperação e a reabilitação. Graças a Deus, já pude voltar e estar com a equipa", lembrou o defesa, que também reconheceu "uma motivação extra" no confronto com as águias.

"Esperamos uma equipa forte, como esperamos [que o seja] qualquer equipa da Segunda Liga. Preparamo-nos sempre da mesma forma, sem esconder que é um dérbi e que isso dá sempre uma motivação extra. Muitos de nós já jogamos estes dérbis desde a formação, mas acreditamos que todos os jogos são complicados, que todos são para ganhar e que todos são para conquistar os três pontos", reforçou, ambicioso, revelando ainda "o segredo" para o bom momento defensivo da equipa.

"O segredo é jogarmos com alegria e conhecermos muito bem quem está ao nosso lado. Durante a semana existe sempre uma competição saudável, que nos torna jogadores melhores e mais evoluídos, por termos alguém com quem competir. Isso é muito importante, tal como o trabalho semanal com o mister", apontou.

Para o jovem de 20 anos, a união do grupo tem sido determinante. "Acredito que o que faz a diferença é a união, a dedicação, olhar pelo outro e correr pelo outro. Isso tem feito claramente a diferença em todos os jogos. Temos reparado que cada pormenor conta e, neste jogo, não será diferente", rematou.

Foto Isabel Silva

João Gião: "Criámos oportunidades para levar outro resultado”

Por Sporting CP
14 Dez, 2025

Técnico analisou encontro de "sentido único" frente ao FC Vizela (0-1)

No final da partida frente ao FC Vizela, João Gião fez uma análise aos noventa minutos, reconhecendo alguma falta de eficácia verde e branca perante "uma equipa competente" e que soube controlar o pendor ofensivo do Sporting CP.

"Deve ter sido o tempo útil mais baixo que tivemos esta época, mas é o que é. Acho que não entrámos muito bem no jogo, [perante] um adversário com capacidade individual na frente muito acima da média nesta Liga. Num pontapé de baliza em que nos faltou agressividade na primeira e na segunda bola, ganharam-nos as costas, aproveitaram o nosso erro e fizeram golo", começou por dizer em declarações à Sporting TV, sublinhando que o jogo teve "um sentido único" a partir daí.

"Nós com bola e o FC Vizela em espera, a apostar na velocidade na frente para aproveitar o espaço nas costas. Foi um jogo de sentido único, mas com o FC Vizela sempre perigoso nas transições. Tivemos alguma falta de confiança, aqui ou ali, para instalar o jogo, nem sempre decidimos da melhor forma. Depois da expulsão, criámos quatro ou cinco oportunidades claríssimas e não fizemos, e não me lembro de o FC Vizela chegar à nossa baliza. Mas a história do jogo é muito isto: não conseguimos anular os pontos fortes do FC Vizela nos primeiros 20 minutos e depois, com mais um e sobretudo na segunda parte, faltou-nos eficácia. Ainda assim, acho que criámos as oportunidades suficientes para levar outro resultado", resumiu, explicando que promoveu a entrada de Flávio Gonçalves e Rafael Besugo para "desbloquear o jogo entre linhas".

“As nossas melhores oportunidades surgiram quando criámos espaço entre o guarda-redes e a linha defensiva. O Flávio [Gonçalves] é um jogador que pode ajudar a desbloquear blocos baixos. Contra equipas competentes como o FC Vizela, um dos melhores plantéis da Segunda Liga, a falta de eficácia acaba por justificar o resultado no final do dia. Foi uma equipa que se apanhou em bloco baixo, com dez jogadores e com uma estrutura muito alta", apontou, rejeitando também a "falta de experiência" como justificação para um resultado menos conseguido.

"Faltou-nos alguma frieza para tomar melhores decisões no último terço. Forçámos o um contra dois no corredor, e nem sempre tivemos esse espaço fora, mas acontece o mesmo com jogadores mais velhos. Não teve a ver com falta de experiência", rematou. 

Já Samuel Justo falou de um "jogo complicado e frustrante", sobretudo pela abordagem do adversário depois da expulsão de Moha Moukhliss.

"Jogámos o que conseguimos, mas nem sempre foi permitido jogar. Percebo que tenham de jogar com as armas que têm mas é frustrante por isso, acho que houve muito pouco tempo útil de jogo. O FC Vizela foi parando o jogo e para nós, que queremos jogar e estamos atrás do resultado, é frustrante", apontou, garantindo que a derrota em nada pesará no percurso dos jovens Leões.

"Sempre que tivemos uma adversidade – uma derrota ou um empate – estivemos sempre muito bem no jogo seguinte e marcámos a diferença com uma vitória. A derrota faz parte do processo, mas não nos vai abalar. O campeonato é muito longo e vamos trabalhar esta semana para que no próximo jogo possamos estar bem e fortes", concluiu. 

Foto Isabel Silva

Leão cria mas não marca

Por Sporting CP
14 Dez, 2025

Equipa B derrotada na recepção ao FC Vizela (0-1)

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu com o FC Vizela por 0-1, este domingo, em jogo a contar para a 14.ª jornada da Liga Portugal 2. Mérito para a equipa vizelense, que reduzida a 10 unidades desde os 38 minutos, foi muito competente e conseguiu suster a pressão verde e branca, numa manhã pouco inspirada dos jovens Leões. Um desaire que em nada mancha o percurso do conjunto de João Gião, que se mantém ainda assim nos lugares cimeiros da tabela. 

Com o sol a brilhar em Alcochete, foi o FC Vizela a começar mais pressionante. Com posse nos minutos iniciais da partida, a formação vizelense fez a bola circular no meio-campo verde e branco, sem conseguir no entanto aproximar-se com perigo da baliza defendida por Francisco Silva.

Já os Leões, com dificuldades para chegar à área adversária, foram apostando na velocidade de José Silva e Paulo Cardoso pelas alas, mas esbarraram sempre na bem organizada defensiva visitante.

Aos 12 minutos, e já depois de um primeiro remate sem direcção de Miguel Tavares, o FC Vizela confirmou o seu ascendente na partida. Num veloz contragolpe pela direita, Damien Loppy cruzou rasteiro, o esférico atravessou toda a área e, ao segundo poste, o mesmo Miguel Tavares apareceu para inaugurar o marcador no Estádio Aurélio Pereira.

O Sporting CP reagiu bem e Paulo Cardoso, como uma flecha pela esquerda, conquistou o primeiro pontapé de canto dos Leões no jogo. Aos 16’, foi Rodrigo Dias a surgir na zona central para, na ressaca, atirar por cima do alvo. Três minutos depois, na sequência de um canto, Rômulo Júnior saltou mais alto do que tudo e todos, mas também não acertou bem na bola.

Com os Leões dominantes, o FC Vizela continuou a apostar nas transições em profundidade e aos 19 minutos Miguel Tavares esteve muito próximo de bisar. Já dentro da área, o avançado visitante disparou não muito por cima da trave.

O Sporting CP foi à procura da igualdade e respondeu aos 23’: Samuel Justo encontrou Rodrigo Ribeiro na profundidade e o camisola 28 rematou para defesa apertada de Antonio Gomis. Pouco depois, foi Paulo Cardoso a tentar a sua sorte, mas ao lado.

A partida entrou num registo mais repartido e sem grandes aproximações às áreas, mas os minutos finais da primeira parte ficam marcados pela atitude irreflectida de Moha Moukhliss, que à passagem dos 38 minutos agrediu Rafael Nel com uma cabeçada e viu cartão vermelho por conduta violenta, devidamente sinalizada pelo vídeo-arbitro.

Os minhotos, reduzidos a dez unidades, continuaram no entanto a criar perigo e aos 43 minutos só uma defesa monumental de Francisco Silva, a voar para negar o golo a Manu Garrido, impediu que o FC Vizela aumentasse a vantagem ainda antes do intervalo.

Com desvantagem no marcador mas em superioridade numérica, João Gião promoveu a entrada de Flávio Gonçalves para atacar os segundos 45 minutos.  E o Sporting CP regressou dos balneários à procura do golo, que esteve muito perto de acontecer aos 55 minutos: Paulo Cardoso, numa jogada de insistência individual pela esquerda, cruzou com conta, peso e medida para o cabeceamento de Samuel Justo, a passar rente ao poste vizelense.  

Aos 58 minutos, o técnico verde e branco subiu linhas, tirou o central Rômulo Júnior e lançou Rafael Besugo para o terreno de jogo. Balanceado para o ataque, o conjunto Leonino esteve novamente próximo de marcar aos 61’, precisamente pelos pés do camisola 77. Após uma recuperação de Manuel Mendonça já dentro da área, a bola sobrou para o médio, que disparou de primeira para o desvio de um defesa adversário, a dar o corpo às balas e a fazer o corte decisivo.

 A apostar no tudo por tudo, João Gião voltou a mexer a vinte minutos do fim da partida, operando uma dupla alteração ofensiva. Gabriel Silva e Lucas Anjos renderam Manuel Mendonça e José Silva e o Sporting CP continuou a carregar, embora sem conseguir criar muitas oportunidades flagrantes de golo.

Aos 78’, numa jogada vinda do banco, Flávio Gonçalves serviu de cabeça Gabriel Silva e o camisola 82, também com um cabeceamento, não empatou por pouco. Aos 86 minutos, num último fôlego, Kauã Oliveira entrou em campo e o Sporting CP apertou o cerco. Já no final do tempo regulamentar, e após uma jogada colectiva de construção, Samuel Justo rematou dentro da área e ainda se gritou golo na Academia Cristiano Ronaldo, mas a bola encaixou na malha lateral.  

Apostando em travar o jogo sempre que possível, o FC Vizela foi segurando a vantagem e pouco se jogou nos primeiros minutos de compensação. Até que para lá dos 96’, Flávio Gonçalves cabeceou à barra, na sequência de um livre apontado na direita, e Kauã Oliveira apareceu no ressalto a cabecear por cima. Num primeiro momento, a equipa de arbitragem assinalou grande penalidade sobre o brasileiro, mas, após prolongada análise, reverteu a decisão.

O jogo ainda prosseguiu, com a bola sempre a rondar a baliza vizelense, mas o Sporting CP, mais com o coração do que com a cabeça, não conseguiu mesmo reverter o resultado.

Sporting CP: Francisco Silva [GR], Rodrigo Ribeiro (Flávio Gonçalves, 45’), David Moreira, Rômulo Júnior (Rafael Besugo, 58’), Rodrigo Dias, José Silva (Lucas Anjos, 70’), Eduardo Felicíssimo, Paulo Cardoso, Manuel Mendonça [C] (Gabriel Silva, 70’), Rafael Nel, Samuel Justo. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Paulo Cardoso (47’), Flávio Gonçalves (57’) e Rodrigo Dias (82’).

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